Esportes

Das inspirações ao pedido de ajuda: Tite já foi diferente de Dunga

Novo técnico da Seleção se distancia do antecessor ao citar 1970 e 82 como referências do futebol brasileiro


Tite só vai estrear no banco de reservas da seleção brasileira no início de setembro, contra Equador (dia 1º ou 2) e Colômbia (dia 6). A situação do Brasil, em sexto na tabela das eliminatórias – os quatro primeiros se classificam e o quinto disputa a repescagem para a Copa de 2018 – é preocupante. O novo técnico admite o risco de ficar fora do Mundial.

Mas por enquanto a primeira impressão deixada foi positiva. Dirigentes e torcedores aprovaram sua entrevista de apresentação. E quem acompanha a Seleção com frequência notou algumas diferenças para Dunga, o antecessor. Algumas mais sutis, outras bem evidentes, mas todas, de certa maneira, relevantes.

Capitão do tetra, Dunga nunca escondeu a birra pelo fato de a seleção de 1982, a quem ele reconhece como muito talentosa, ser enaltecida até hoje, e a de 1994, a sua, campeã, ser rejeitada pelo futebol pragmático. Seus exemplos vinham sempre daquela Copa, inclusive seus parceiros de trabalho: Gilmar Rinaldi era coordenador, Taffarel o preparador de goleiros, Jorginho foi seu auxiliar na primeira passagem. Por outro lado, quando questionado sobre inspirações, falou da Seleção de 70, a do tri, que encantou o mundo, e justamente da de 82 e seus meio-campistas: Falcão, Toninho Cerezo, Zico e Sócrates. Referências que soam muito mais agradáveis ao torcedor.

Mestres
Dunga também falava muito de Carlos Alberto Parreira e Zagallo. Ambos foram campeões como técnicos (em 1994 e 1970, respectivamente), e comandaram o ex-volante nos anos 90. Antecessor de Tite, Dunga os citava como exemplos de treinadores que foram criticados mesmo com resultados históricos.

Em sua apresentação, Tite só falou de dois técnicos brasileiros, ambos já falecidos. Ao ser questionado sobre escolas de trabalho, citou como referências Telê Santana para um futebol de triangulação, organização e posse de bola, e Ênio Andrade como modelo de um jogo baseado no contato físico e na bola longa.


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