Esportes

Gymnasiade 2022: Atletas amapaenses viajam para disputar etapa internacional de Wrestling

Etapa internacional acontece entre os dias 14 a 22 de maio na Normandia, França. Ao todo, cinco atletas amapaenses, de Wrestling, fazem parte da delegação brasileira na competição.


Lana Caroline
Da Redação

 

Foco, treinamento e confiança. Essas são algumas palavras que definem a vida de Leandra Figueiredo Assunção, José Hailton Dias Lopes, José Leandro Saraiva Pureza, Marcus Vinicius Alencar e Ruan Figueiredo da Rocha, que estão de malas prontas para disputar a etapa internacional do Gymnasiade 2022, na modalidade Wrestling (Luta Olímpica), em Normandia (França), entre os dias 14 a 22 de maio.

A delegação amapaense viaja na tarde desta quarta-feira (11) para São Paulo e na madrugada do dia 13, pegam o vôo para a França, rumo a vitória.

Além de ser a primeira viagem internacional de alguns, eles estão se preparando bastante para trazer a vitória para o Brasil e para o Amapá. “Eles tiveram uma trajetória brilhante e estamos confiantes da vitória. Todos eles estão fazendo os procedimentos necessários para um bom rendimento. Essa é a primeira viagem internacional da Leandra, que teve uma vitória emocionante na seletiva nacional, do Ruan e José Pureza. Os outros dois atletas, o Marcus e o José Hailton, já participaram de campeonatos fora do Brasil”, disse a técnica amapaense, Márcia Costa.

Mais de 200 atletas, de todo o Brasil, participaram da Seletiva Gymnasiade de Wrestling e Taekwondo, no Ginásio Avertino Ramos, em Macapá, entre os dias 6 a 11 de abril. Segundo o presidente da Federação Amapaense do Desporto Escolar (FADE), Rogério Moreira, além do destaque dos atletas amapaenses na competição, o evento foi algo positivo para o estado.

“Essa representação do Amapá foi inédita, sem contar que foi o primeiro evento nacional que realizamos aqui no estado. A Confederação Brasileira de Desporto Escolar (CBDE) contribuiu com passagem, hospedagem e alimentação para todos os atletas brasileiros e a partir daí vimos o quanto é importante o incentivo das atividades esportivas na escola”, disse.

Além da importância do evento para os setores de turismo, hotelaria e restaurantes, o Wrestling foi o esporte que mais teve repercussão. “Desde o Gymnasiade, tivemos que fazer uma seleção dentro da Escola Antônio Messias, onde temos um projeto da modalidade, pois 287 alunos nos procuraram para começar as aulas, fora a comunidade que não consegui contemplar. Estamos conversando com o Governo do Estado para fazermos cursos de capacitação de novos técnicos”, completa Márcia.

O esporte é algo que muda vidas e escreve novas histórias. A busca por melhorias faz com que os atletas sejam melhores em tudo que fazem, inclusive na escola. “Dentro da Escola Militar vimos muitas transformações. Percebemos que eles entenderam as regras do esporte e passaram a colocar regras nas suas vidas. Muitos são moradores de locais onde a criminalidade é muito grande e com o esporte começaram a ter mais disciplina na vida e nos estudos”, expressa Márcia.

 

Sobre a modalidade*

Historicamente, o wrestling foi introduzido no ano de 708 AC, nas antigas Olimpíadas que decorreram na Grécia. Os lutadores tinham como objetivo desenvolver a sua destreza física e mental e enfrentavam-se dentro de um círculo de areia, sem qualquer tipo de roupa, para que todos vissem que não levavam armas escondidas.

O termo inglês “wrestiling” dá nome ao torneio de luta olímpica, tanto na modalidade greco-romana como no estilo livre. Wrestiling quer dizer o princípio da luta: segurar, prender, imobilizar.

Existem diferenças básicas entre o estilo livre e o greco-romano. No primeiro, é permitido utilizar e atacar as pernas, enquanto no segundo só é permitido usar o tronco, não podendo atacar ou utilizar as pernas para derrubar o adversário.

Os representantes brasileiros nos Jogos Olímpicos foram Floriano Spiess e Roberto Leitão (em Seul 1988, nos estilos Greco-romano e livre), Roberto Leitão (em Barcelona 1992, no livre), Antoine Jaoude (em Atenas 2004, no livre) e Rosângela Conceição (em Pequim 2008, também no livre).

 

*Com informações do Comitê Olímpico Brasileiro (COB)


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