Murici e Pantanal disputam título da Taça das Favelas Petrobras Feminina Amapá 2026
Grande final acontecerá dia 31 de outubro, às 14h, no Complexo Esportivo Glicério de Souza Marques, em Macapá, após confrontos decisivos que destacaram talento e força do futebol feminino das favelas

A Taça das Favelas Petrobras Feminina Amapá 2026 já conhece as duas equipes que disputarão o título estadual. Murici e Pantanal entrarão em campo no dia 31 de outubro, às 14h, no Complexo Esportivo Glicério de Souza Marques, em Macapá. As equipes garantiram a classificação no domingo, 18, após confrontos marcados por uma goleada expressiva e uma emocionante disputa de pênaltis.
O Murici chega à decisão após vencer o Perpétuo Socorro por 8 a 0, em uma partida que teve como grande destaque a atacante Anny Vitória, conhecida como Vick, autora de cinco gols. Ana Paula Teixeira, a Paulinha CR7, marcou duas vezes, enquanto Tainara Bahia completou o placar. Já o Pantanal conquistou sua vaga ao empatar em 0 a 0 com o Curiaú no tempo regulamentar e garantir a classificação nas cobranças de pênaltis. Os resultados colocam frente a frente duas equipes que demonstraram talento, determinação e força coletiva ao longo da competição.
Para a presidente da Cufa Amapá, Alzira Nogueira, a Taça das Favelas representa uma oportunidade de ampliar a visibilidade das atletas e fortalecer a presença feminina no esporte.
“A Taça das Favelas existe para mostrar ao mundo o talento que nasce nas nossas comunidades. Essas mulheres enfrentam muitas dificuldades para treinar, conciliar a rotina e continuar jogando, mas entram em campo com garra, qualidade e vontade de vencer. Nosso papel é apoiar essa caminhada, dar visibilidade a essas atletas e ajudar para que continuem brilhando no futebol feminino. A final é uma celebração de tudo o que elas conquistaram até aqui”, afirma Alzira.
Entre a maternidade e o futebol, histórias que inspiram
Além dos resultados dentro de campo, a competição também revela histórias de dedicação e superação. Uma delas é a de Isabelle Lopes, zagueira do Pantanal, que concilia a maternidade com sua paixão pelo futebol.
Mãe de Flávia Helena, de apenas dois meses, Isabelle conta com o apoio da família para continuar participando dos compromissos da equipe. Durante os jogos, os familiares se revezam nos cuidados com a bebê, permitindo que a atleta siga em campo representando sua comunidade.
A classificação para a final tem um significado especial para a jogadora, que celebra a oportunidade de disputar o título sem renunciar à maternidade.
“Estou muito feliz por chegar à final. Ser mãe de uma bebê tão pequena e continuar jogando exige organização e apoio, mas eu não quero desistir do futebol. Sempre levo minha filha para os jogos, e minha família me ajuda a cuidar dela enquanto estou em campo. Estar nessa final é uma alegria enorme, porque mostra que nós, mulheres, podemos continuar correndo atrás dos nossos sonhos. Agora é trabalhar, dar o nosso melhor e lutar por esse título”, destaca Isabelle.
A história da atleta representa a realidade de muitas mulheres que precisam conciliar diferentes responsabilidades com o desejo de continuar praticando esporte. Ao proporcionar visibilidade a essas trajetórias, a Taça das Favelas reforça a importância de criar oportunidades para que meninas e mulheres possam desenvolver seus talentos e ocupar cada vez mais espaços no futebol.
Futebol feminino do Amapá ganha visibilidade nacional
Com a participação de 12 equipes de comunidades de Macapá, a Taça das Favelas Petrobras Feminina Amapá 2026 vai além da disputa pelo título estadual. A competição também funciona como uma vitrine para atletas que buscam reconhecimento e novas oportunidades no esporte.
Após a decisão estadual, jogadoras que se destacaram ao longo do campeonato poderão integrar a seleção que representará o Amapá na disputa nacional da Taça das Favelas Petrobras Feminina 2026, prevista para novembro, em Curitiba, no Paraná.
A oportunidade amplia a importância da competição para as participantes, que encontram no futebol um caminho de desenvolvimento esportivo, fortalecimento da autoestima e representatividade de seus territórios.
A grande final entre Murici e Pantanal promete reunir talento, emoção e a força das comunidades que acompanham e incentivam suas atletas. Mais do que a conquista do troféu, a decisão representa o reconhecimento de trajetórias construídas com dedicação, resistência e paixão pelo futebol.
A Taça das Favelas Petrobras Feminina Amapá 2026 conta com patrocínio da Petrobras e co-realização da Cufa Brasil e da Favela Holding. No Amapá, a competição é organizada pela Cufa Amapá, fortalecendo o esporte como instrumento de inclusão, cidadania e transformação social.
Resultados dos confrontos – 18 de outubro
Murici 8 x 0 Perpétuo Socorro
Gols: Anny Vitória (Vick), cinco; Ana Paula Teixeira (Paulinha CR7), dois; e Tainara Bahia, um.
Pantanal 0 x 0 Curiaú
Pantanal classificado nas cobranças de pênaltis.
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