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LMTE tem um dia para explicar o que gerou novo apagão no Amapá

Assim que receber ofício, empresa terá que informar medidas adotadas para evitar reincidências


A LMTE, concessionária que administra a principal subestação do Amapá terá um dia, depois que for notificada, para explicar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o que gerou o novo apagão registrado na quarta-feira (13), em 13 dos 16 municípios, incluindo Macapá. O blecaute ocorreu dois meses após a crise energética que atingiu o estado em novembro de 2020.

Em nota, a Aneel citou que cobrou explicações através de um ofício encaminhado à Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE). Além disso, a empresa terá que informar as medidas que foram adotadas para solucionar o problema e para evitar reincidências.

A LMTE declarou, através de nota, que o ofício já foi recebido e que responderá “dentro do prazo estabelecido pelo órgão regulador”. A empresa acrescente que, “pelas características sistêmicas e comuns causas externas, [a solicitação] deveria abranger demais entes setoriais”.

O posicionamento da LMTE comenta ainda que as interrupções em linhas de transmissões são comuns, mas quando resulta na falha do fornecimento ao consumidor final “expõe a fragilidade do sistema de energia no estado do Amapá, com sua falta de redundância”.

O blecaute foi registrado minutos antes das 16h. Segundo a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), que realiza a distribuição de energia, o fornecimento foi normalizado completamente por volta das 20h, tanto na capital quanto no interior.

Entidades envolvidas com o setor energético informaram que, cerca de 30 minutos após a queda de energia, os sistemas foram restabelecidos, permitindo o restabelecimento do serviço nas unidades consumidoras. Mais cedo, a LMTE havia declarado que sofreu uma “ocorrência na linha de transmissão de Laranjal à Macapá” e que “a questão” já havia sido resolvida. A concessionária informou ainda que “disponibilizou as linhas de transmissão instantaneamente (em um minuto)” e que os equipamentos funcionavam sem intercorrências.

Responsável por monitorar o fornecimento de energia no país, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) citou em nota que registrou desligamento dos dois circuitos da linha de transmissão, em 230 kV, Laranjal – Macapá e das hidrelétricas de Ferreira Gomes, Cachoeira Caldeirão e Coaracy Nunes, às 15h53, com interrupção de 250 MW no estado. O órgão acrescentou que vai produzir um relatório para diagnosticar o que gerou o problema.

O Ministério de Minas e Energia (MME) declarou que acompanha o restabelecimento da energia no estado junto ao ONS e a Aneel.

Este é o terceiro apagão registrado no Amapá desde o dia 3 de novembro de 2020. O segundo aconteceu no dia 17 de novembro do ano passado.

No dia 23 de dezembro de 2020 foi energizado o transformador de “backup” que garante segurança energética para 89% do estado. A ativação do equipamento, que saiu de Roraima, integra um planejamento feito pelo governo federal para a normalização do fornecimento do serviço no estado. Agora o Amapá tem à disposição três equipamentos do tipo.

 

Confira a íntegra da nota da LMTE:
A Linhas de Macapá Transmissora de Energia informa que responderá ao ofício recebido hoje (13/01) pela Aneel dentro do prazo estabelecido pelo órgão regulador, e que pelas características sistêmicas e comuns causas externas, deveria-se abranger demais entes setoriais.
Relatório público do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) indica que ocorrem cerca de 3.200 interrupções em linhas de transmissão parecidos, ao ano, no Brasil. Entretanto são raríssimos os casos que resultam em falta de eletricidade ao consumidor, o que expõe a fragilidade do sistema de energia no estado do Amapá, com sua falta de redundância.
Por fim, a LMTE destaca que sua subestação Macapá e os três transformadores funcionam com plena capacidade e que as linhas de transmissão foram disponibilizadas imediatamente (em 1 minuto) após a ocorrência registrada nesta quarta-feira.


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