Geral

Presidente da Praticagem do Brasil defende uma maior integração do setor portuário

Para Ricardo Falcão, debate pode agilizar superação de desafios e Arco Norte continua sendo solução para a exportação do agronegócio

Compartilhe:

No encerramento do Fórum Nacional de Logística e Infraestrutura Portuária (Brasil Export), em Brasília, o presidente da Praticagem do Brasil, prático Ricardo Falcão, defendeu uma integração maior do setor na busca por soluções de escoamento a preços competitivos.

“Precisamos todos estar sentados juntos, debatendo, não entidades estanques, sejam elas públicas ou privadas. Temos que conversar de maneira honesta na mesa sobre os nossos problemas e como cada um pode contribuir para chegarmos a um bom resultado”, afirmou Falcão durante balanço sobre o Norte Export, o primeiro da série regional do evento, do qual ele foi o coordenador.

Segundo o presidente da praticagem, é preciso trazer para a discussão parlamentares, o Ministério da Infraestrutura, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e todo o segmento privado: “São muitos os desafios e necessitamos cada vez mais deste debate”.

Falcão lembrou que o país tem carências de infraestrutura bem latentes, como visto na crise de abastecimento de energia no Amapá, mas frisou que a solução para a exportação da produção do Centro-Oeste continua sendo pelo Norte: “O agronegócio precisa dessa região para o seu escoamento, seja via Rio Madeira chegando em Itacoatiara (AM) ou por meio das outras hidrovias. Cada centavo que a gente consiga melhorar em eficiência, melhor para a nossa balança comercial e o país”.

O vice-governador do Amapá, Jaime Nunes, representando o governador Waldez Góes, corroborou: “Como disse Ricardo Falcão, essa discussão não é de uma região, mas do Brasil inteiro. Busca-se a integração dos modais (de transporte) com eficiência e a um menor custo. Isso é muito importante para o fortalecimento da economia brasileira e a geração de empregos. Que encontremos soluções comuns a todos os estados e ao Brasil”.

O presidente da Companhia Docas de Santana, Glauco Cei, compartilhou da mesma opinião: “Há muita produção a ser exportada. É preciso que os portos da região estejam unidos para que a gente traga essa carga para cá. Tem espaço para todos”.

Também estiveram presentes no Brasil Export os conselheiros do Sul Export, prático João Bosco, e do Sudeste Export, prático Hermes Bastos Filho e Arionor Souza, secretário executivo do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra). Tanto o Brasil Export quanto as suas edições regionais tiveram apoio da Praticagem do Brasil.

Imagens: Vitor Francisco Brandão Junior/Divulgação Brasil Export

 
Compartilhe:

Tópicos:  

Deixe seu comentário:




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *