Nota 10

Amapá amplia diálogo sobre políticas culturais em seminário em Manaus

Agentes Territoriais de Cultura e representante do Comitê de Cultura no Amapá compartilharam experiências e retornaram ao estado com novos aprendizados sobre os desafios e potencialidades dos territórios amazônicos


 

O Amapá esteve representado nas discussões sobre políticas públicas de cultura durante o Seminário Regional Norte do Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC), realizado em Manaus (AM). A programação reuniu representantes dos Comitês de Cultura e Agentes Territoriais de Cultura de diferentes estados, promovendo uma ampla troca de experiências sobre as realidades culturais dos territórios brasileiros.

 

Representaram o Amapá os agentes territoriais de cultura Pablo Sena, de Macapá; Kléya Imbiriba, de Porto Grande; e Nahare Kopikahok, de Oiapoque, além da representante do Comitê de Cultura no Amapá, Georgeana Reis e Amanda Carvalho, tutora do projeto apresentado pelo estado do Amapá. A participação do grupo possibilitou apresentar experiências desenvolvidas no estado, conhecer iniciativas de outros territórios e ampliar a articulação entre agentes que atuam diretamente na construção e democratização das políticas culturais.

 

 

Para Kléya Imbiriba, o encontro foi uma oportunidade de reconhecimento, aprendizado e fortalecimento diante dos desafios enfrentados por quem trabalha diretamente com a cultura nos territórios. Durante o seminário, ela apresentou a cartografia cultural do Amapá e também foi convidada a integrar a mesa “Diálogos sobre os desafios de circulação cultural e democratização de acesso na região Norte”.

 

“O encontro de agendas territoriais da região Norte do PNCC foi um momento de troca, aprendizado e reconhecimento. Para mim, enquanto Agente Territorial, foi bastante interessante conhecer as dificuldades dos outros agentes e perceber que não estamos sozinhos. Apresentar a cartografia cultural do meu estado para outros estados e conhecer a de cada um deles foi muito motivador. Compor a mesa sobre os desafios de circulação cultural e democratização de acesso na região Norte foi um momento ímpar, porque pudemos discutir a nossa realidade nortista com quem conhece, de fato, as múltiplas realidades da região amazônica”, relatou Kléya.

 

A experiência também permitiu que os representantes amapaenses percebessem que muitos dos desafios encontrados no estado são compartilhados por outros territórios, especialmente aqueles relacionados à circulação cultural, acesso às políticas públicas, diversidade regional e às dificuldades de alcançar comunidades localizadas em áreas mais distantes dos grandes centros.

 

Para Georgeana Reis, representante do Comitê de Cultura no Amapá, a participação no seminário fortaleceu a compreensão sobre a importância da articulação entre os diferentes territórios e da construção coletiva das políticas culturais.

 

“Participar de um encontro como esse nos permite olhar para a nossa própria realidade a partir de outras perspectivas. O compartilhamento das vivências dos territórios mostrou que existem desafios comuns, mas também muitas soluções e experiências que podem inspirar novas formas de atuação. O Amapá retorna desse encontro mais fortalecido, com novos conhecimentos e com a certeza de que o diálogo e a articulação entre os territórios são fundamentais para avançarmos na democratização das políticas culturais”, destacou Georgeana.

 

Promovido pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Articulação Federativa e Comitês de Cultura, o seminário teve como proposta aproximar pesquisa, extensão e políticas públicas de cultura, valorizando conhecimentos produzidos a partir das experiências dos territórios.

 

A programação contemplou apresentações e debates sobre diferentes realidades culturais, incluindo modalidades como relato de experiência, pesquisa, cartografia social e afetiva, produto técnico e registro audiovisual.

 

Para o Amapá, a participação representou não apenas a oportunidade de apresentar sua diversidade cultural, mas também de fortalecer conexões com agentes de outros territórios e ampliar o repertório de experiências que podem contribuir para a atuação cultural no estado.

 

Ao retornarem ao Amapá, os representantes levaram na bagagem novos aprendizados, contatos e perspectivas construídas a partir de uma experiência que evidenciou um ponto comum entre os territórios: apesar das distâncias e particularidades, os desafios da cultura na Amazônia também aproximam seus agentes e podem ser enfrentados de forma mais articulada e coletiva.

 


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