Nota 10

Após 40 dias na África onde se tornou embaixador da Boa Vontade Finéias Nelluty retorna ao Amapá

Versátil e com a criatividade pulsante, Finéias tem uma carreira consolidada e construída desde a adolescência.

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O convite do artista de Cabo Verde Zerui Depina levou o amapaense Finéas Nelluty a fazer o caminho inverso dos ancestrais e cruzar o planeta até chegar à África, onde a música amapaense foi recebida com cortesia, e o criador da Zankerada é o primeiro brasileiro a compor o quadro de embaixadores Urbanos da Boa Vontade daquela nação. O tour de Finéias começou dia 4 de maio, e após uma série de apresentações, workshop e reconhecimento da crítica, imprensa e público, ele retorna ao Amapá no próximo dia 12 de junho.

 

Versátil e com a criatividade pulsante, Finéias tem uma carreira consolidada e construída desde a adolescência. Filho do maestro Tiago, aprendeu a tocar violão e trompete aos 9 anos, e decidiu que seguiria a vida em ritmos. Da igreja, Finéias foi se aperfeiçoar com outro mestre, Oscar Santos, e partiu para a noite amapaense, onde tocou em bandas com músicos experientes e iniciantes, e saltou para a carreira solo.

 

Com a personagem Jéssica Candomblé, Finéias desceu do palco e foi abraçado pela plateia, o que popularizou seus projetos e encurtou as diferenças sociais através da música. Foi o responsável por levar o jazz para espaços abertos e acessíveis com o Quinteto Amazon Music, uma vez por semana na beira do rio Amazonas, local onde há dez anos ele produz e promove o Amapá Jazz Festival.

 


Tocar os sons do Amapá para outros países é uma missão que Finéias faz com prazer, facilitando a mistura de sons, dos latinos e caribenhos ao marabaixo e batuque. Esta qualidade abriu as portas do artista multi instrumentista na Guiana, onde fez um intercâmbio musical, iniciado clandestinamente aos 17 anos. África é mais um passo dado por Finéias, que apresentou o trabalho em espaços considerados, como Centro Cultural Brasileiro, Quintal da Música, XPTO, Espaço Gamboa, Espaço Poial, e percorreu os principais veículos de comunicação.

 

Lambada, brega, zouk, merengue, regional, salsa, estão no cardápio de Finéias na África, nação que tem a dança e os sons como tradições, e berço da cultura tradicional do Amapá, o marabaixo. Foi recebido pelo ministro da cultura caboverdiana Abraão Vicente, e ministrou um workshop de harmonia e rearmonização na Academia de artes Cesária Évora, e a convite da coordenadora da agência da ONU Habitat em Cabo Verde, Janice Silva, foi o primeiro artista brasileiro a assumir o cargo de embaixador Urbano da Boa Vontade em Cabo Verde.

 

A zankerada, estilo criado por Finéias foi aplaudida e reconhecida como identidade do Amapá, mostrando para a África que os séculos de irmandade entre os continentes foram essenciais para fortalecer as raízes artísticas. “A intenção é divulgar nosso trabalho e estabelecer uma ponte cultural do Amapá com a África, criar mais um caminho para as nossas produções artísticas, e abrir nossas portas para a cultura caboverdiana que tem muita similaridade com a nossa por conta da aqfricanidade da cultura amapaense”, disse Finéias., que levou no tour internacional, discos de vários artistas do Amapá.

 

Mariléia Maciel

 
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