Nota 10

Aposentada encontra na biodança apoio para ansiedade e socialização

Aos 56 anos, Dalva Macedo utiliza as Práticas Integrativas oferecidas pelo Governo do Amapá para fortalecer a saúde emocional e a autoestima


 

Para a aposentada Dalva Macedo, de 56 anos, as aulas de biodança no Centro de Referência em Práticas Integrativas em Saúde (Cerpis), em Macapá, tornaram-se muito mais do que uma atividade física. O espaço representa acolhimento, superação e cuidado com a saúde mental.

 

Diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e enfrentando quadros de ansiedade, Dalva encontrou na prática uma forma de melhorar a qualidade de vida e a segurança no convívio social.

 

“Participar da biodança e me apresentar para as colegas é muito importante. O professor nos deixa à vontade. Por ser autista, tenho algumas dificuldades, mas aqui eu me sinto acolhida”, relatou a aposentada.

 

 

Trajetória de cuidado

Dalva chegou ao Cerpis em 2023, inicialmente para tratar dores na coluna. Ao explorar as atividades oferecidas pela unidade do Governo do Estado, identificou na biodança o suporte necessário para o seu bem-estar global.

 

“Vim por problemas físicos, mas o tratamento ajudou no autismo, na ansiedade e na depressão. Melhorou muito o meu psicológico e o contato com as pessoas, que antes era difícil para mim”, contou.

 

Benefícios da Prática

A biodança é uma prática terapêutica que utiliza a música e movimentos corporais para estimular o equilíbrio emocional e a integração social.

 

Segundo o facilitador da atividade e musicoterapeuta, Johnatan Duarte, o objetivo é proporcionar uma experiência que conecte corpo e mente.

 

“Trabalhamos a vivência corporal com alongamentos e ritmos para despertar a sensação de liberdade, além de fortalecer a autoestima e a socialização”, explicou Duarte.

 

Atualmente, as turmas reúnem cerca de 30 participantes por turno, majoritariamente mulheres da terceira idade.

 

“O movimento ajuda na postura e no equilíbrio, mas o impacto principal é na saúde emocional. Elas se sentem incluídas e valorizadas”, destacou o facilitador.

 


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