Nota 10

Ariel Moura: “Sempre quis contar para todo o Brasil o que temos no Amapá”

Amapaense legítima e orgulhosa de suas raízes, Ariel Moura ganhou o coração de Carlinhos Brown e dos nortistas do meio do mundo, quando apresentou seu talento no programa The Voice Brasil, e anunciou no final, que era do Amapá, terra do batuque e marabaixo. “Foi natural, sempre quis dizer pra todo mundo o que temos […]


Amapaense legítima e orgulhosa de suas raízes, Ariel Moura ganhou o coração de Carlinhos Brown e dos nortistas do meio do mundo, quando apresentou seu talento no programa The Voice Brasil, e anunciou no final, que era do Amapá, terra do batuque e marabaixo. “Foi natural, sempre quis dizer pra todo mundo o que temos no nosso estado. Tenho orgulho de nossas tradições”, disse.

Com apenas 20 anos, Ariel começou a cantar ainda criança. Cresceu entre música, com o pai, bombeiro e percussionista Adilson Azevedo, e arte, pelas mãos da mãe, professora da matéria, Jacilene Moura. Por onde andava, a música a seguia, e na igreja que frequentava, iniciou no canto. Ainda tentou seguir outro caminho, foi para o curso de Educação Física, mas a paixão gritou, e ela mudou para a faculdade de Artes Visuais, que deu um tempo agora para priorizar a carreira.

Há quatro anos Ariel Moura decidiu o que quer para se futuro, e dos bares e participação especial em shows, ela investiu no talento e foi bem recebida no cenário cultural amapaense, onde até participou de dois musicais infantis. “Gosto de trabalhar a música nas mais variadas formas, inclusive no teatro. Mas meu forte é cantar MPB e MPA. Em julho, durante o projeto Estação Lunar, vi toda a Fazendinha cantando comigo, foi emocionante me apresentar em um espaço como aquele”, conta.

No primeiro semestre deste ano, Ariel e o músico Hiam Moreira, seu produtor e diretor, decidiram produzir um vídeo para postar na internet. Sem grandes expectativas, Ariel enviou o vídeo para o The Voice Brasil, e foi uma surpresa quando ligaram marcando a primeira audição. “Ninguém sabia que eu tinha enviado o vídeo, meus pais queriam que eu estudasse mais, mas precisei de recursos para viajar para Brasília e abri o jogo. Graças a Deus recebi muito apoio da minha família. Fui com outra amapaense, mas somente eu passei dessa fase”.

Depois do primeiro telefonema, muitos outros vieram, assim como as viagens para o Rio de Janeiro, assinatura do contrato e a apresentação para os jurados, na semana passada, quando defendeu Encontros e Despedidas, de Milton Nascimento. “Deu tudo certo. Amo essa música e dei como opção, e levei sorte de ser ela a escolhida. Cantei com a alma e isso não é fácil, depositei na canção sentimento e verdade”.

Foi tão emocionante que Ariel ainda não conseguiu organizar na cabeça tudo o que aconteceu depois que saiu do palco. “Ainda não lembro de muita coisa, só que foi um momento incrível, em que vivi a música”. Ariel segue para as demais etapas da disputa, e em paralelo, pretende fazer um grande show em Macapá e começa a sonhar com o CD. “Tudo é possível, e sei que ainda vou interpretar composições de meus grandes ídolos aqui do Amapá e do Brasil”. (Mariléia Maciel)


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