Nota 10

Artesão mantém viva a prática milenar que alia criatividade com o trabalho manual

Herança cultural se perpetua por gerações com a confecção de peças produzidas por todo tipo de material; governo possui uma secretaria que cuida da categoria.

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O artesanato é uma prática milenar que, mesmo com a inovação tecnológica, está longe de ser abolida na era atual e deve atravessar as futuras gerações, dada a sua peculiaridade e herança cultural. E nesta terça-feira, 19 de março, homenageia-se o profissional que trabalha com as mãos e com a criatividade: o artesão.

O Governo do Estado do Amapá valoriza e incentiva o artesanato local, oferecendo capacitações; promovendo exposições nas ações de governo e financiando exposições em outros estados. Também oportuniza a geração de renda, enaltece a produção das peças de arte que retratam a cultura e a fé do povo tucuju.

A Casa do Artesão, ligada à Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Sete), é o espaço central que abriga mais de 30 mil peças confeccionadas em madeira, argila, cerâmica, fibras vegetais, palhas, cipós, sementes regionais, fios e tecidos.

Além do ambiente, os artesãos também dispõem de outras vitrines para exposição e vendas de suas produções como o Museu Sacaca, Monumento Marco Zero do Equador e Aeroporto Internacional de Macapá – Alberto Alcolumbre, locais estratégicos e com grande fluxo de pessoas.

O artesão Paulo Mendes de Moraes, 50 anos, trabalha há mais de 30 anos com cerâmica e diz que herdou do pai o dom e a técnica. Sua especialidade são vasos decorativos e esculturas de imagens sacras. Paulo conta com a ajuda da Sete para o fornecimento de argila e estrutura para exposição de suas produções.

“Um dos mais trabalhosos é o vaso grande decorativo. Todo o processo dura cerca de duas semanas, que começa pela preparação da argila com o amolecimento, secagem, limpeza do barro até o momento da modelagem da peça”, descreve Paulo Mendes.

Ele conta que durante sua jornada de anos de trabalho, já produziu cerca de dez esculturas de São José e, busca em fotos, referências e detalhes até chegar ao perfil original da imagem do santo, que é padroeiro do Estado do Amapá e, também, dos artesãos. “É muito gratificante contribuir com a fé das pessoas”, comenta.

 

Programação

O Dia Estadual do Artesão será celebrado com uma programação nesta terça-feira,19, das 18h às 20h, na Casa do Artesão. Dentre as atividades, será inaugurada a Galeria Mestres Artesãos que homenageia em vida e em memória os pioneiros do segmento. Os profissionais com registro no Programa de Artesanato Brasileiro (PAB) receberão as carteiras nacional e estadual do artesão, que dão acesso às feiras coordenadas pelo PAB em todo o País, feiras estaduais, capacitações, entre outros eventos.

Também serão ofertados serviços gratuitos de massoterapia e acupuntura e aulas de dança. Nos dias 29 e 30 de março acontece o Concurso de Peças Artesanais. Com votação popular, o concurso vai escolher as três melhores peças artesanais produzidas na região. Os primeiros colocados receberão premiação em dinheiro, no valor de R$ 600, R$ 400 e R$ 300.

 

Feriado

Além do Dia do Artesão, no dia 19 de março, celebram-se outras datas comemorativas no Amapá, sendo a principal delas, o Dia de São José, padroeiro do Estado, que torna a data feriado estadual.

E marca também o aniversário do Museu Fortaleza de São José de Macapá que, em 2019, completa 237 anos de existência. Elevado à categoria de museu em 2007, o monumento é uma das principais edificações militares erguidas no Brasil pelos portugueses, para proteger a região das invasões estrangeiras, mas nunca chegou a ser usada em nenhum combate.

Localizada em uma área extensa de quase 30 mil metros quadrados à margem esquerda da foz do Rio Amazonas, a Fortaleza é uma das 18 fortificações brasileiras que irão se candidatar ao título de Patrimônio Mundial.

 
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