Nota 10

Autismo: acompanhamento multiprofissional é essencial para crianças com o transtorno

O dia 2 abril é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. No Amapá, consultas específicas devem ser marcadas através do Superfácil.

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Nesta sexta-feira, 2, é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. O Transtorno do Espectro Autista (TEA), ou simplesmente autismo, é descrito como um transtorno de desenvolvimento que gera comprometimento na comunicação e comportamento. Os sinais se apresentam ainda nos primeiros anos de vida da criança.

As crianças autistas têm dificuldade em reconhecer, expressar subjetividade e de adaptar palavras para determinados contextos. Além disso, é comum a presença de “manias”, ações repetitivas, rituais em situações cotidianas e predileções restritas, algo que pode prejudicar significativamente no desenvolvimento de habilidades sociais e tarefas da rotina.

Mário Dennis, coordenador de Saúde Mental Estadual, esclarece que aqui no estado qualquer pessoa pode procurar tratamento para autismo solicitando uma consulta através do Superfácil, se for encaminhado para o Hospital De Clinicas Dr. Alberto Lima (Hcal), a criança passa por uma avaliação e, em seguida, segue para uma equipe especializada.

No Hcal a neuropediatra faz o estudo do caso e, quando fechado o diagnóstico, a criança é encaminhada para uma equipe multiprofissional composta por médicos, psiquiatras, psicólogos, pedagogos, fonoaudiólogos e fisioterapeutas”, completou o coordenador de Saúde Mental Estadual.

Paula Tavares, mãe de Victhor Israel, de 5 anos, relembra os primeiros sinais apresentados pelo filho, que atualmente recebe acompanhamento no Hcal.

“Quando o Victhor tinha dois anos e meio eu comecei a observar que ele não havia desenvolvido nada da falaPercebi que o meu filho também apresentava alguns movimentos repetitivos com as mãos e não olhava diretamente nos olhos. Eu mesma pesquisei sobre autismo para poder entender um pouco mais e em seguida procurei marcar a consulta através do Superfácil, e foi aí que nos encaminharam para o Hcal”, disse a mãe.

Por conta da pandemia, o tratamento realizado no Hcal ainda está no início, mas Paula já percebe avanços no desenvolvimento do filho, que, ponta da pandemia, tem feito em casa as atividades com o Victhor.

“Meu filho não sabia os números, mas hoje em dia ele já confere de 1 a 20. Ele também aprendeu os números em inglês e já sabe o alfabeto. A fala avançou significativamente também. A experiência de ser mãe de um autista é trabalhosa, mas gratificante. Cada palavra, cada gesto, cada sorriso vale o dobro. Eu não trocaria isso por nada”, completou Paula Tavares.

 
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