Nota 10

Boêmios do Laguinho encerra primeira noite de desfiles no sambódromo

Agremiação do bairro Laguinho, que desfilou com 1.775 brincantes, veio exuberante, luxuosa, rica em detalhes, abordando valores como justiça e hospitalidade


Fotos: Gabriel Penha/DA

 

Associação Universidade de Samba Boêmios do Laguinho encerra a primeira noite de desfiles no Sambódromo, com enredo ‘Sodoma e Gomorra – do Pecado à Redenção’, inspirado em trechos do livro de Gênesis.

 

 

Ponderando o contexto atribuído à época, e considerando a realidade em 2026 a Universidade Boêmios do Laguinho vem para o mundo do samba mostrar que conforme a ideia principal da obra é enaltecer o princípio da hospitalidade, da redenção divina, que “das cinzas vai reflorecer, a esperança no olhar”, mesmo após o mais terrível ato de pecado, todos merecem a chance de redenção, de renascimento e de conquista do alvorecer de um novo mundo.

 

 

A agremiação do bairro Laguinho, que desfilou com 1.775 brincantes, veio exuberante, luxuosa, rica em detalhes, abordando valores como justiça e hospitalidade, com destaque para a capacidade humana de errar, cair e renascer mais sábio e forte.

 

Títulos

Com 72 anos de história, Boêmios coleciona 28 títulos, maior número de títulos do carnaval do Amapá, um deles foi no grupo de acesso. Em 2025 a escola abordou o enredo: “Elogio da Loucura”, inspirado na obra de Erasmo de Roterdã.

 

Histórico

A Associação Universidade de Samba Boêmios do Laguinho, é a primeira entidade carnavalesca com registro no Estado do Amapá, fundada em 02 de janeiro de 1954 com o propósito de incentivar, promover, executar e disseminar a cultura do carnaval até então incipiente no antigo Território Federal do Amapá, cuja capital Macapá, não ostentava manifestações culturais efervescentes e de grande vulto até então.

 

 

Seus fundadores, inspirados na noção de que o carnaval é a maior expressão cultural do povo brasileiro, buscaram, desde logo, massificar o intento da recém-fundada escola de samba. Envolvendo a comunidade com a pedagógica mensagem de que a agremiação era uma verdadeira academia, no amplo espectro de sua significação, formando não só sambistas como, fundamentalmente, cidadãos com ativa militância cultural.

 

O primeiro Presidente foi o Senhor Benedito dos Passos, o Mestre Bené, de saudosa memória, homem, sobretudo, comprometido com a cultura, cuja administração lançou a base filosófica de que era preciso alargar, sempre, o patrimônio humano e material da agremiação.

 

A Escola de Samba mais antiga de Macapá tem como cores oficiais do seu pavilhão, o vermelho, o branco e dourado, que expressam o amor vibrante pelo bairro do Laguinho.

 

Ressoa na memória dos boemistas o bate-papo travado na casa do Sr. Benedito Silva, conhecido com “Biluca”, localizada na Avenida Mãe Luzia, no bairro do Laguinho, onde seus fundadores, Mestre Bené, Francisco Lino da Silva, Cabecinha, Mestre Falconery, Joaquim Ramos, Chicão Ramos, Ubiracy Picanço, Nonato Sena, Matapí, Martinho Ramos, Geraldo Lino, José Mendes Machado e Raimundo Tavarez (Buguiugue) num gesto de magia, fundaram a paixão maior da Nação Negra.

 

 


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