Ciclo do Marabaixo 2026 movimenta grupos culturais no Laguinho, Favela e zona rural de Macapá
Com o tema “Encontro de Gerações e Saberes da Nossa Terra”, programação inicia no sábado, 4 de abril, e segue até o “Domingo do Senhor”, em 7 de junho

O calendário dedicado à mais autêntica manifestação cultural do Amapá terá início no próximo dia 4 de abril. Conforme a tradição, o Ciclo do Marabaixo começa no Sábado de Aleluia e segue até o chamado “Domingo do Senhor”, após a celebração de Corpus Christi — neste ano, em 7 de junho.
Com apoio do Governo do Estado, o período acompanha o calendário da Igreja Católica e é marcado pelo culto ao Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade. Em 2026, o tema é “Encontro de Gerações e Saberes da Nossa Terra”.
Seis grupos culturais são responsáveis pelos rituais e celebrações do Ciclo na capital amapaense. O rufar das caixas e o rodar das saias acontecem em sete barracões: Berço do Marabaixo, Raízes da Favela Dica Congó e Associação Zeca e Bibi Costa (Azebic), na Favela (bairro Santa Rita); Marabaixo do Pavão e Raimundo Ladislau, no bairro do Laguinho; e União Folclórica de Campina Grande (UFCG) e Santíssima Trindade da Casa Grande, na zona rural de Macapá.
Na comunidade de Campina Grande, localizada às margens do trecho sul da BR-156, três gerações se unem para organizar o barracão Jesus, Maria e José para mais um ano do Ciclo do Marabaixo. A coordenadora do grupo, Solange Costa, destaca que a união é fundamental para garantir que tudo ocorra à altura da grandeza da tradição.
“Já estamos nos preparativos finais para a chegada de mais um Ciclo. É mais um ano de muito trabalho, mas, acima de tudo, de muita fé. Nossa família se une para deixar o espaço pronto para receber os grupos convidados e, claro, os visitantes que vêm conhecer e prestigiar a nossa tradição”, assinala Solange.
Por mais um ano, o Ciclo do Marabaixo conta com o apoio do Governo do Amapá, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), da Fundação Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Feppir/Fundação Marabaixo), além da participação de pastas como Turismo (Setur) e Trabalho e Empreendedorismo (Sete).
A diretora-presidente da Fundação Marabaixo, Josilana Santos, reforça que o apoio ao Ciclo integra a política de valorização cultural do Governo do Estado, com ênfase na mais autêntica manifestação cultural local, reconhecida desde 2018 como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
“O marabaixo não é apenas o toque das caixas, o rodar das saias e as rimas dos ladrões [versos]. É, principalmente, fé, resistência e a ancestralidade do povo afro-amapaense, desde os antigos, que nos deixaram esse legado, até os mais jovens, que ajudam a manter viva a tradição”, destaca a gestora.
Em parceria com a Secretaria de Desporto e Lazer (Sedel), acontece no dia 4 de junho a segunda edição da Corrida do Ciclo. A concentração está prevista para as 5h, no Barracão Tia Gertrudes, sede do grupo Berço do Marabaixo, no bairro Santa Rita (Favela). O percurso abrange os cinco barracões da área urbana de Macapá.
Central do Ciclo do Marabaixo
Pelo quarto ano consecutivo, o Governo do Estado realiza a Central do Ciclo do Marabaixo, que acontecerá de 30 de abril a 2 de maio, no Centro de Cultura Raimundinha Ramos, no bairro do Laguinho, em Macapá.
Com a participação de todos os grupos, organizados em estandes, o espaço permitirá que amapaenses e visitantes conheçam a história e os elementos da cultura marabaixeira, como a gengibirra, as bandeiras, os mastros e a murta, além de acompanhar o que acontece nos barracões durante o período festivo.
Durante os três dias de programação, haverá o tradicional encontro das bandeiras, apresentações culturais, shows artísticos, gastronomia e feira afroempreendedora.
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