Ciclo do Marabaixo inicia com tradicional Retirada do Mastro
Acontecimento reunirá os sete barracões na APA do Curiaú para dar continuidade à maior manifestação cultural do Amapá

Douglas Lima
Editor
O Ciclo do Marabaixo retomará suas atividades no próximo sábado, 9, com o tradicional Sábado da Retirada do Mastro. A programação acontecerá aa Área de Preservação Ambiental (APA) do Curiaú, no espaço Filhas do Criaú. A informação foi divulgada pelo técnico da Fundação Marabaixo, Daniel Ramos, em entrevista ao programa Ponto de Encontro (Diário FM 90,9) nesta quinta-feira, 7, onde detalhou a importância e o simbolismo do acontecimento.
“É quando os sete barracões se encontram para a retirada de seus mastros. O Azembique, Dica Congó, Tia Gertrude, Tia Biló, o Barracão do Mestre Pavão, o Casa Grande e o Campina Grande. No sábado a gente reúne todos; vamos para as matas”, explicou Daniel.
Para o técnico, a retirada do mastro é o ponto alto da festividade, representando a conexão entre a fé e a ancestralidade dos marabaixeiros. “Depois vamos para um grande almoço onde os sete barracões seguem unidos”, completou.
Ramos pontuou ainda o compromisso com a natureza, esclarecendo que após a retirada da madeira, as crianças dos barracões plantam novas mudas, garantindo o compromisso ambiental da festividade. Ação ocorre em parceria com Secretaria de Estado do Meio Ambiente. “Vivemos no estado mais preservado da nação e precisamos deixar este exemplo”, destacou o técnico.
Durante a entrevista, Daniel Ramos celebrou a visibilidade que o Marabaixo conquistou nos últimos anos, citando inclusive a participação de Carlinhos Brown, embaixador da festividade, na edição anterior.
“Hoje o Marabaixo é considerado Patrimônio Imaterial do Brasil. É uma luta do povo preto, e nisso temos orgulho de mostrá-lo para o mundo inteiro. As lideranças estão sabendo fazer seu dever de casa, avançamos muito. Vemos como o Marabaixo voou”, concluiu.
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