Nota 10

Colóquio Internacional Literatura, Patrimônio Cultural e Memória da Amazônia

O trabalho teve por objetivo discutir a importância da oralidade como definidora de uma estrutura para os Ladrões de Marabaixo

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Heraldo Almeida
Editoria de Cultura

Nos dias 14 e 15 de novembro de 2019 aconteceu, em Caiena – Guiana Francesa, na Université de Guyane, em parceria com a Universidade Federal do Amapá, Universidade Federal do Pará e Universidade Anton de Kom do Suriname, o Colloque International Litterature Patrimoine Culturel Et Memoire D’Amazonie, o qual reunir especialistas para apresentar os resultados de suas pesquisas e discutir questões relacionadas ao patrimônio cultural e memorial da bacia amazônica.

O evento contou com a presença de pesquisadores da Guiana Francesa, Brasil e Suriname, seguindo uma abordagem multidisciplinar de acordo com os seguintes eixos: Línguas e literatura (oral e escrita) da Amazônia, Imaginário e representações, Direito Ambiental e Direitos dos Povos Indígenas, Tradição e desenvolvimento, Questão de fronteiras e relação com o território, Estudos das sociedades amazônicas – dinâmica amazônica, Histórias de viagem e olhares na Amazônia e História da Amazônia.


O Colóquio iniciou com a apresentação da Comunicação “A base oral dos ladrões de Marabaixo: Literatura e História para uma Identidade no Amapá”, trabalho produzido pelos pesquisadores Yurgel Pantoja Caldas, Estrela Veg da Cruz de Andrade e Kerllyo Barbosa Maciel do Grupo de pesquisa da Unifap Literatura da Fronteira: Amapá e Guiana Francesa.

O trabalho teve por objetivo discutir a importância da oralidade como definidora de uma estrutura para os Ladrões de Marabaixo. Os chamados Ladrões de Marabaixo são os versos compostos de forma improvisada pelos cantadores da maior expressão de cultura popular do Estado do Amapá, o Marabaixo – manifestação que remonta à presença negra africana na Amazônia amapaense e que mescla religiosidade, canto, dança e poesia. Neste último caso, os Ladrões são tratados como texto poético (originados na oralidade e revelando a experiência cotidiana de sujeitos históricos que ajudaram na formação de uma identidade para o espaço amapaense) e, portanto, parte do cancioneiro popular do Amapá.


“Poder participar de um evento Internacional é um ganho muito grande para mim, um momento ímpar de enriquecimento do saber acadêmico, a troca de ideias entre pesquisadores, voltei com diversos questionamentos para quem sabe, futuras pesquisas, além disso, é uma satisfação muito grande também representar o Estado e divulgar uma das maiores manifestações culturais do Estado do Amapá – O Marabaixo, que é patrimônio cultural, além disso estar nas discussões em torno da Amazônia”, afirmou Estrela Veg de Andrade – Graduação em Licenciatura Plena em Letras pela UNIFAP, Superior em Marketing Digital pela UNOPAR e Especialista em Docência do Ensino Superior pela UNAMA.

 
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