Nota 10

Dulce Rosa: Uma noite Portuguesa com certeza!

O repertório traz grandes canções, como “Ai, Mouraria”, “Nem as Paredes Confesso”, “Lisboa Antiga” e “Coimbra”, que são as mais antigas.

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Aroldo Pedrosa

A noite deste sábado vai ser marcada pela música portuguesa. É que a cantora amapaense Dulce Rosa, que tem sangue lusitano nas veias (ela é filha de português), vai apresentar o espetáculo “Uma Noite Portuguesa”, interpretando clássicos da música popular da pátria-mãe. Clássicos do fado, ranchos com a dança típica e as canções contemporâneas portuguesas. “É um antigo sonho que se torna realidade. Meu primeiro contato com música no mundo, foi com música portuguesa, porque na minha casa só havia discos portugueses. Meu pai vem de uma família de 9 irmãos, em que o único que veio para o Brasil, foi ele. Mas a saudade dos pais e irmãos era tanta, que a forma de amenizar a saudade era ouvir música portuguesa”, conta Dulce Rosa.

 

E depois de receber convite da casa de shows Donna Antonia, Dulce Rosa trouxe o antigo sonho de volta e imediatamente começou a trabalhar a construção do espetáculo que vai reunir os melhores músicos do Amapá, cuja direção musical tem a responsabilidade do músico violonista José Maria Cruz, que, por coincidência, é neto de português. Formando a banda estão ainda os músicos: Taronga (baixo), Gabriel do cavaco (cavaquinho), Marcel Vieira (sax e flauta) e Fábio Mont’Alverne (percussão).

 

O repertório traz grandes canções, como “Ai, Mouraria”, “Nem as Paredes Confesso”, “Lisboa Antiga” e “Coimbra”, que são as mais antigas. Mas traz também canções contemporâneas, como “Saia Rodada (Carminho), O Pastor (Madredeus), “Eu Já Nem Sei” (Antônio Zambujo) e “Canção do Mar” (Dulce Pontes). Ou seja, Portugal da saudade e do momento. Além das canções, a poesia de Luiz Vaz de Camões, Fernando Pessoa e Florbela Espanca, que serão interpretadas por Maria Rosa e Rosa Rente.

 

“Na verdade, esse show é para homenagear meu pai, os meus antepassados (minha mãe é filha de português também) e os portugueses que ajudaram a construir o Amapá e que a maioria já não se encontra mais neste plano. E, claro, homenagear nossa pátria mãe!”, diz a cantora.

 

Dulce Rosa começou a cantar em Belém, no circuito universitário. A partir daí, ao voltar para Macapá, participou do Festival da Canção Universitária, promovido pelo DEC da UNIFAP (1993), e nele conquistou o primeiro lugar com a música “Veiapoéticatediosa”, de Herbert Valente e Toninho Terra. E na virada do século, foi a melhor intérprete do I Festival de Música do Servidor Público, com a canção “Burocrata”, de Milton Videira. Já na segunda edição do Festival de Música do Servidor Público, em 2005, venceu o primeiro lugar com a música “Lenda”, também de Milton Videira. Fez bem pouco barzinho. Participou da penúltima edição do Projeto Pixinguinha que esteve na capital, em 1997, como convidada especial do artista tocantinense Marcos Ruas, junto à carioca Ithamara Koorax e o Trio Azimuth. Depois passou boa temporada sem cantar na noite, retornando só agora, fazendo um caminho de volta ao começo, para realizar o sonho de Uma Noite Portuguesa… com certeza!

 

Serviços

Uma Noite Portuguesa Com Dulce Rosa: Música – Poesia – Dança – Gastronomia

Data: 28/07/2018 – sábado

Local: Donna Antonia – Av. General Gurjão, 85 – Centro, ao lado do Teatro das Bacabeiras

Hora: 22h

 
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