Nota 10

Escola Barão do Rio Branco, marco da educação e da urbanização de Macapá

Quatro anos depois era construída a praça de mesmo nome, homenagem ao diplomata que atuou na pacificacão da fronteira entre Brasil e França


 

Evandro Luiz
Da Redação

 

A construção definitiva do prédio da Escola Barão do Rio Branco se encaixava na proposta educacional implantada durante o governo de Janary Nunes em um período em que o sistema de ensino funcionava como porta-voz das ideologias governamentais.

 

O objetivo era formar cidadãos dentro dos moldes do Janarismo, evitando posturas críticas ou contestatórias.

 

Em 21 de setembro de 1945, com a presença do governador Janary Nunes e de professores da escola, foi lançada a pedra fundamental no local onde hoje funciona a atual instituição.

 

Em 20 de abril de 1946, por Decreto Governamental do Território Federal do Amapá, foi oficializada a criação do Grupo Escolar de Macapá, em prédio próprio.

 

 

No dia 13 de setembro do mesmo ano, a unidade passou a se chamar Grupo Escolar Barão do Rio Branco, em homenagem ao diplomata que teve papel decisivo nas negociações das fronteiras entre o Brasil e a França.

 

Expansão e relevância educacional

Ao longo de sua trajetória, a Escola Barão do Rio Branco passou por diversas transformações. Sua estrutura física foi ampliada e adaptada para atender às necessidades de acessibilidade e às novas modalidades de ensino implantadas em cada período administrativo.

 

Em determinados momentos, a escola chegou a atender mais de mil alunos da Educação Básica, consolidando-se como referência no ensino público amapaense.

 

Praça Barão do Rio Branco

No mesmo perímetro da escola foi construída a praça Barão do Rio Branco, uma das primeiras áreas de lazer de Macapá. A inauguração ocorreu em 1 de dezembro de 1950, em comemoração dos 50 anos da assinatura do Laudo Suíço — decisão internacional que definiu as fronteiras entre o Brasil e a Guiana Francesa.

 

 

A construção da praça integrava o plano de urbanização do governador Janary Nunes, que buscava modernizar o centro da cidade e oferecer à população espaços públicos de convivência e recreação. O local logo se tornou um dos pontos mais frequentados de Macapá, abrigando atividades culturais, esportivas e eventos cívicos.

 

Espaço de manifestações culturais

Dotada de equipamentos de educação física, campo de futebol de areia e quadras para a prática de vôlei e basquete, a praça Barão do Rio Branco era o principal espaço de lazer da cidade.

 

Grandes solenidades cívicas e apresentações musicais aconteciam no local. Aos fins de semana, a Banda da Guarda Territorial, sob o comando do Mestre Oscar, animava o público com a execução dos tradicionais Dobrados, atraindo famílias e moradores de várias partes da cidade.

 

Centro urbano em formação

O entorno da Escola Barão do Rio Branco concentrava importantes construções públicas, como a Residência Governamental, a Praça do Barão, o prédio dos Correios, a praça Veiga Cabral e a Igreja São José.

 

Essa região era considerada uma das mais urbanizadas de Macapá, em contraste com as áreas próximas à Fortaleza de São José e ao antigo Igarapé das Mulheres, que ainda mantinham características rurais.

 

(Fontes de pesquisa: Blog da Alcilene, Porta-Retratos, Tribuna Amapaense)

 


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