Nota 10

‘Está lindo demais, um lugar que reúne e acolhe todo mundo’, declara viúva de cantor homenageado no Parque Residência

Rizete Coiê, 65 anos, viúva do cantor e compositor Francisco Lemos Coiê, emocionou-se ao receber homenagem do Governo do Amapá durante a entrega do novo espaço cultural e turístico do Estado


 

O reencontro com a memória veio acompanhado de lágrimas, lembranças e gratidão. Entre as centenas de visitantes que prestigiaram a entrega do Parque Residência nesta sexta-feira, 29, em Macapá, a aposentada Rizete Coiê, de 65 anos, viveu um dos momentos mais marcantes da cerimônia ao ver eternizada a trajetória do marido, o cantor e compositor amapaense Francisco Lemos Coiê. Ele foi um dos artistas homenageados pelo Governo do Amapá com uma estátua instalada no jardim do novo complexo cultural e turístico.

 

Viúva do artista conhecido como “Ídolo Negro Serrano”, Rizete percorreu o espaço acompanhada dos filhos e reviveu lembranças das visitas à antiga “Casa do Governador”, histórias construídas entre Serra do Navio, a música e a memória afetiva do estado.

 

“Eu estou muito feliz de estar aqui hoje contemplando toda essa beleza. Mais ainda quando vi a estátua do meu marido; o coração se encheu de alegria. Nós construímos uma vida em Serra do Navio, criamos nossa família e hoje vejo o nome dele sendo lembrado com tanto carinho. O governador está de parabéns por essa homenagem tão linda. Está tudo bonito, acolhedor, cheio de história e de vida”, declarou Rizete.

 

 

A visita ao Parque Residência também despertou lembranças da antiga Casa do Governador. Rizete relembrou os tempos em que frequentava o local quando trabalhava durante a gestão do então governador João Alberto Capiberibe.

 

“Eu vinha muito aqui e era sempre muito bem recebida. Mas hoje é diferente. Hoje tem ainda mais felicidade porque, além de ver esse espaço renascendo, recebo junto com meus filhos essa homenagem ao meu esposo. É como fazer uma viagem ao passado encontrando o futuro. A mudança ficou linda porque manteve como era, além de modernizar novos espaços. Aqui é um lugar de história, turismo, cultura e lazer para as famílias”, afirmou.

 

Acompanhando a mãe, o pastor Robson Coiê, de 40 anos, contou que entrou pela primeira vez no Parque Residência e disse ter sido surpreendido pela dimensão histórica e cultural do local.

 

“É a primeira vez que entro aqui e fiquei encantado. O sentimento é de orgulho porque esse lugar consegue reunir toda a história do Amapá em um só espaço. Tem memória, natureza, cultura e respeito pelo que somos. Ver a homenagem ao meu pai e aos outros artistas e pessoas da nossa terra torna tudo ainda mais especial. O Governo do Estado está de parabéns. Nota dez”, destacou.

 

 

Patrimônio Histórico

Entregue pelo Governo do Amapá após quase dez anos fechado, o Parque Residência ocupa a área da antiga Residência Oficial do Estado, construída em 1945. O espaço foi revitalizado, preservando árvores históricas e integrando patrimônio, sustentabilidade e convivência social.

 

O complexo reúne galeria de arte, restaurante, áreas para exposições e comercialização de produtos locais, playgrounds, parque infantil, anfiteatro e um acervo de objetos históricos, como a locomotiva da antiga mineradora Icomi e uma aeronave modelo Bandeirante, símbolos da trajetória econômica e social do estado.

 

A homenagem a Francisco Lemos Coiê, assim como a outros artistas, acrescenta uma dimensão afetiva ao espaço. Morador de Serra do Navio e sucesso nos anos 1990, o cantor eternizou paisagens, vivências e sentimentos amazônicos em suas composições. Entre as músicas mais lembradas está “O Trem Partiu”, marcada pela frase que atravessou gerações, “Lá vai o trem”, e que ainda hoje ecoa na memória popular amapaense.

 

Com a inauguração, o Governo do Amapá não devolve apenas um patrimônio histórico à população, mas também resguarda histórias de vida que continuam sendo contadas.

 

 


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