Nota 10

Estado reforça combate ao preconceito e intolerância às religiões de matriz africana

Programação para celebrar Dia Estadual dos Cultos Afros teve apoio da Secretaria Extraordinária de Políticas para Afrodescendente.

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Resistência, religiosidade e debates com o tema combate à intolerância religiosa marcaram o Dia Estadual dos Cultos Afro-religiosos, na quarta-feira, 8. A programação, realizada pelos representantes das religiões de matriz africana com apoio da Secretaria Extraordinária de Políticas para Afrodescendente (Seafro), iniciou por volta de 8h, com café da manhã seguido de uma extensa roda de conversas.

O local escolhido foi o Terreiro Santa Bárbara, em Macapá. O espaço foi fundado pela saudosa Dulce Moreira, a Mãe Dulce, há mais de 50 anos. A anfitriã do evento era a mãe Socorro Moreira, a Mãe Socorro de Oxum, filha e sucessora de Mãe Dulce. Ela relatou o histórico de preconceito sofrido pela matriarca e familiares, para manter as suas crenças.

“Em vários lugares, na escola, na igreja, éramos taxados como ‘os filhos da macumbeira’. Hoje, a compreensão em relação às religiões de matriz africana melhorou, mas o preconceito ainda existe. Essa compreensão precisa ser trabalhada desde cedo nas escolas, por exemplo, para que com o conhecimento, haja também o respeito”, defendeu Socorro.

O secretário da Seafro, Aluizo de Carvalho, reconheceu a luta constante por respeito e pelo fim da intolerância religiosa e destacou a importância da união para o fortalecimento desse processo. “Esse esforço conjunto precisa partir de dentro para fora. Se quisermos que a sociedade e o Estado reconheçam a importância e a história dos cultos afro-religiosos, nós temos que começar a fazê-lo, mostrando esse orgulho de pertencer, de maneira constante”, abordou o gestor.

À noite, foi a vez do Tambor Cultural, que aconteceu na Toca do Pavão, no bairro Jesus de Nazaré. Essa parte da programação reuniu integrantes de aproximadamente 30 casas (terreiros) da capital.

Na ocasião, a presidente da Federação de Cultos Afro Religiosos de Umbanda e Mina Nagô (Fecarumina), Mãe Iolete, destacou a importância da criação da data, no sentido de fortalecer a religiosidade de matriz africana e reforçar a bandeira do combate ao preconceito. “Esse é, sim, um momento de confraternizar e reforçar essa busca por nada mais do que respeito, pois nosso país é plural e essa diversidade precisa ser respeitada”, discursou Iolete.

Além do troar dos tambores, foi servido um jantar aos participantes. A programação se estendeu até por volta de meia-noite.

 
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