Nota 10

Juvenal Canto lança livro aos 89 anos de idade

‘Do filete d’água ao mar – Viagens Memoriais e Imaginárias de um Ribeirinho Amazônico’ é o nome da obra.

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Douglas Lima
Da Redação

Nesta quinta-feira, 8, Juvenal Canto lança livro pela Academia Amapaense Maçônica de Letras (AAML) com noite de autógrafos na Biblioteca Pública ‘Elcy Lacerda’, às 19h30. A obra é intitulada ‘Do filete d’água ao mar – Viagens Memoriais e Imaginárias de um Ribeirinho Amazônico’.

O autor deu entrevista no programa ‘Café com Notícia’ (Diário 90,9) à noite desta quarta-feira, 7, ao lado do sobrinho, o também escritor Fernando Canto. Juvenal, com 89 anos de idade, contou nuances de sua vida. Ele nasceu em Juruti, no Pará, vindo para o Amapá em fins dos anos 1940, onde foi funcionário do IBGE, vereador e comerciante. Adora tomar uma pinga, tocando violão.

O sobrinho Fernando, numa apresentação do extenso título, assim escreve: “Pela forma singular e aparentemente simples como trabalha a sua ficção e suas crônicas, no meu entender enceta uma trajetória em busca de uma ética própria da Amazônia, se assim podemos considerar. Alguns dos personagens são, na realidade, seus próprios Alter egos que se ressignificam em seus desejos; que traçam suas ações na inelutável confiança do Criador Incriado e na doutrina da Fraternidade, da Igualdade e da Liberdade, que envolvem os mais legítimos preceitos da Evolução e do Progresso preconizados pela nossa Sublime Ordem Maçônica” (Fernando Canto).

O jornalista Elton Tavares descreve o também extenso perfil do autor de ‘Do filete d’água ao mar – Viagens Memoriais e Imaginárias de um Ribeirinho Amazônico’:


Juvenal Salgado Canto nasceu no município de Juruti (PA), em 22 de abril de 1930. No final dos anos 40, migrou para Macapá, capital do então Território Federal do Amapá, criado recentemente e que, na época, oferecia oportunidade para trabalhadores vindos de todos os rincões brasileiros. Começou a trabalhar como funcionário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e depois por conta própria, tornando-se um dos primeiros chauffeures (motoristas de táxi) da cidade.

Em 1950 casou-se com a professora Sol Elarrat Canto, com quem viria a ter quatro filhos homens e uma filha, adotiva. Fundou e foi o primeiro presidente da União dos Motoristas do Amapá, tendo lançado a pedra fundamental e construído a sede própria da categoria.

Com o decorrer do tempo tornou-se um empresário muito bem-sucedido nas áreas do comércio, comunicação, autoescola, olaria, criação de gado, serviços, etc.

Juvenal entrou na carreira política e foi vereador atuante na Câmara de Vereadores de Macapá por dez anos (uma legislatura de quatro anos e outra de seis, no período de mudança das datas de eleição, 1978-1988).

Juvenal Canto

Pertence à Loja Maçônica Duque de Caxias Nº 01 – Macapá-AP, filiada à Grande Loja do Amapá, onde iniciou-se em 30 de julho de 1955, fez sua elevação em 11 de março de 1956 e foi exaltado como M.: M.: em 30 de junho de 1956.

Em 2014, foi eleito para a cadeira nº 33 da Academia Amapaense Maçônica de Letras, cujo patrono no Silogeu é Hermes da Fonseca.

Juvenal Canto publicou diversos artigos e crônicas em jornais de Macapá. A obra que será lançada conta suas memórias pessoais e familiares.

Hoje, continua na ativa como empresário e está sempre rodeado de amigos e parentes exercitando o seu talento como cantor e tocador de violão.

 
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