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Nota 10

Laguinho inicia o Ciclo do Marabaixo no domingo de Páscoa

A programação acontece de acordo com o calendário litúrgico da igreja católica, tendo início no “sábado de aleluia” e seu término no primeiro domingo após o dia de “Corpus Christi”.


Claudio Rogério

Reportagem

 

Começa a partir do dia 17 de abril, no domingo de páscoa, no Centro Cultural Tia Biló, no bairro do Laguinho, em Macapá, as festividades do ciclo do marabaixo em louvor à Santíssima Trindade e ao Divino Espírito Santo, evento de cunho cultural e religioso, realizado por famílias tradicionais dos bairros do Laguinho e Favela, e na área rural, na comunidade de Campina Grande.

O Domingo de Páscoa marca no Laguinho, a abertura do ciclo do marabaixo, realizado com rezas, cantorias de “ladrões de marabaixo”, dança e a participação de comunidades convidadas pelos festeiros, tudo isso regado a um saboroso caldo e uma boa gengibirra.
A programação acontece de acordo com o calendário litúrgico da igreja católica, tendo início no “sábado de aleluia” e seu término no primeiro domingo após o dia de “Corpus Christi”, chamado de “Domingo do Senhor”, onde ocorrem as derrubadas dos mastros e a escolha dos festeiros para o próximo ano.

Para 2022, a Comissão Organizadora do Ciclo do Marabaixo levará para o festejo a temática “A valorização do patrimônio imaterial do Amapá”, dando ênfase ao registro concedido pelo IPHAN em 2018, que inclui o marabaixo como Patrimônio Cultural e Imaterial do Brasil.

O marabaixo de domingo de páscoa acontecerá de maneira presencial, mas outras atividades da programação, como rodas de conversas, oficinas, palestras, atividades pedagógicas entre outras, serão realizadas através de “lives” pelas redes sociais da Associação Raimundo Ladislau.

Este será o primeiro ciclo do marabaixo sem a presença de “Tia Biló”, filha de Julião Ramos e matriarca do marabaixo do Laguinho, que nos deixou em setembro de 2021.

Laura do Marabaixo, neta de Tia Biló disse que “toda a programação dos aspectos culturais e religiosos do ciclo do marabaixo, serão em memória à minha vó, Benedita Guilherma Ramos, a Tia Biló. Foi por meio de seus ensinamentos que estamos hoje, cantando e dançando marabaixo, subindo e descendo mastros e principalmente respeitando e valorizando esta que é nossa autêntica e maior manifestação cultural”

A programação acontece no Centro Cultural Tia Biló, na Rua Elizer Levy, 632, no bairro do Laguinho, a partir das 17h, e a apresentação da carteira de vacinação contra COVID-19 é obrigatória.

 


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