Nota 10

Mesmo com distanciamento, cultura do Marabaixo se consolida e lança novo grupo folclórico

Nova manifestação presta homenagem a Gertrudes Saturnino, pioneira que deixou um legado cultural de luta e resistência.

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Cleber Barbosa
Da Redação

 

Valdinete Costa, uma das grandes lideranças da cultura do Marabaixo no Amapá, foi ao rádio nesta sexta-feira (19) falar do projeto de criação de um novo grupo de dança para manter viva essa tradição, o Grupo Folclórico Gertrudes Saturnino. O evento aconteceu num momento mais que especial, a programação do aniversário de 33 anos de fundação do Berço do Marabaixo.

 

Falando ao programa Café com Notícia, da rádio Diário FM (90,9) ela destacou que essas comemorações trazem de volta inúmeras recordações, como também as dificuldades, os avanços e as muitas lutas.

 

“Foram muitas manifestações em prol da valorização e do fortalecimento do nosso marabaixo”, disse.

 

A escolha do nome de Gertrudes Saturnino para o novo grupo folclórico presta uma homenagem a um dos grandes nomes dessa que é considerada a mais autêntica manifestação cultural dos amapaenses. Ela é considerada uma referência, de luta, de resistência, daí todos considerarem uma felicidade a escolha de seu nome.

 

Valdinete disse ainda que a criação do grupo folclórico é uma continuidade a um trabalho iniciado por ela há muito tempo.

 

“Foi um trabalho de fé, de devoção, de resistência, luta e de muita valorização pelo nosso marabaixo e pela nossa cultura em geral, pois ela dançava marabaixo e batuque, como também muita devoção à Santíssima Trindade, daí a importância de darmos continuidade a um trabalho que foi deixado como um legado cultural para a nossa gente”, reforça.

 

As regras impostas pelo distanciamento social impediram, entretanto, que o momento fosse comemorado à altura, com muito batuque e festa, mas que no momento oportuno isso será retomado. E ainda mais forte. Para o lançamento do novo grupo e celebrar a data, os organizadores promovem uma “live” na página oficial do Berço do Marabaixo no Facebook.

 

Ao longo do ano, o grupo realiza inúmeras atividades culturais, mesmo fora do período oficial da festa, com a realização de oficinas, cursos, palestras e inclusive a participação em pesquisas científicas e acadêmicas sobre esse grande patrimônio cultural do Amapá.

 
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