Nota 10

Mini Teatro Caboco vira palco para histórias e a força do teatro amapaense

Artes cênicas ocupou o centro da Expofeira 2026 nesta sexta-feira, 14, o Mini Teatro Caboco serve como vitrine para a produção artística do Amapá


Fotos: Márcia do Carmo/GEA

 

No meio da movimentação da Expofeira do Amapá, um espaço convidava o público a parar, sentar e entrar em outro universo. No Mini Teatro Caboco, o palco foi ocupado na sexta-feira (14) por personagens, histórias, música, humor, memória e reflexões que nasceram da criatividade de artistas amapaenses.

‎A programação abriu espaço para diferentes linguagens e trajetórias, em um encontro que aproximou quem faz teatro de quem gosta de assistir. Para os artistas, mais do que um lugar para apresentar um espetáculo, a Expofeira representa a oportunidade de levar a produção local para um público amplo e diverso.

‎Foi o que destacou Lorrane Costa, conhecida artisticamente como Lo Costa, que levou ao palco um trabalho inspirado na figura da Matinta Pereira. Com dez anos de trajetória entre teatro, circo e música, ela utiliza diferentes linguagens para contar a história da mulher amazônida e refletir sobre as violências e estruturas patriarcais que atravessam sua vida.

‎Para a artista, participar da Expofeira também significa colocar a produção amapaense diante de novos públicos. Ela já havia apresentado o mesmo espetáculo no evento em outro ano, mas destaca que cada apresentação traz novas transformações.

‎“Esse espaço é de extrema importância porque nos oferece uma condição para apresentar o nosso trabalho com qualidade e para que pessoas de outros lugares possam conhecer um pouquinho do nosso trabalho”, falou.

‎E se para quem está no palco a Expofeira representa uma vitrine, para quem está na plateia a experiência começa cedo. Aos 8 anos, Maria Izis de Brito, foi ao evento acompanhada da mãe e da avó e acabou parando no Mini Teatro Caboco.

‎A pequena espectadora já tem um ritual: escolher a roupa para visitar a feira e aproveitar as atrações. Diante do palco, descobriu no teatro mais um motivo para gostar da Expofeira.

‎“Todo ano eu digo pra mamãe que eu tenho que preparar o meu look pra vir. Eu tô amando e o teatro tá muito divertido. Já tô ansiosa para o próximo ano”, contou.

‎A programação também recebeu o grupo Teatro Marco Zero, que apresentou o espetáculo “Doce Cangaço”, uma narrativa que imagina a vida de Lampião depois da morte e provoca o público a decidir sobre o destino do personagem.

‎Com oito integrantes, o grupo já é veterano na Expofeira. Para Tina Araújo, levar o teatro para dentro do evento é uma forma de encontrar o público onde ele está.

‎“O nosso trabalho tem que ser visto onde o público está e aqui o público está. É uma grande vitrine para nós”, destacou.

‎A fala traduz o papel do Mini Teatro Caboco dentro da programação cultural da Expofeira: ser uma vitrine para a produção artística do Amapá e, ao mesmo tempo, uma porta de entrada para quem talvez ainda não tenha o teatro como parte da sua rotina.

‎Entre uma apresentação e outra, o espaço mostrou que grandes histórias não precisam de grandes distâncias para acontecer. Basta um palco, artistas dispostos a contar suas histórias e uma plateia pronta para ouvir. Na Expofeira, o teatro encontrou tudo isso, e, por algumas horas, transformou o público em parte da cena.

‎Também se apresentaram na noite:

‎‎DJ Mairon

‎André Oliveira

‎Elisangela Lobato

‎Yuri Galvão

‎Silvio Guedes

‎Lo Costa Suindara

‎Espetáculo Artound

‎Espetáculo Bilíngue A Noite dos Cavalos

‎Sol Pelaes

‎Espetáculo Como Diz um Eu, Meu Poeta

‎Wendel Guimarães

‎Antenor Meireles

‎Tina Araújo

‎Espetáculo Feminicídio

‎Sol Simit

‎Alexia Leblox

‎DJ Comprido Mestre

 

 


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