Piratas da Batucada aposta em experiência da Beija-Flor para fortalecer bateria rumo ao Carnaval de 2027
Diego Oliveira, que tem dez anos de trajetória na bateria da escola de Nilópolis, assume como mestre de bateria da agremiação amapaense

A Piratas da Batucada se prepara para um novo capítulo rumo ao Carnaval de 2027 com a chegada de um profissional que traz na bagagem uma década de experiência em uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro. Diego Oliveira, ritmista da Beija-Flor de Nilópolis há dez anos e diretor de bateria há cinco, assume agora o comando do Piratão, bateria da Piratas da Batucada, como mestre de bateria.
Diego estará à frente da bateria ao lado do mestre Buda, que já integra a agremiação e conhece de perto a identidade e a forma de trabalho do Piratão. Para fortalecer ainda mais esse trabalho, o novo mestre também chega acompanhado de seu auxiliar, Allec, que estará ao seu lado durante o desenvolvimento do projeto.
O convite surgiu por meio de um dos integrantes da Piratas da Batucada e foi recebido por Diego como uma oportunidade de contribuir diretamente para o desenvolvimento do Piratão e, ao mesmo tempo, conhecer de perto a cultura carnavalesca do Amapá.
“Eu aceitei o convite porque acho que posso contribuir muito com o desenvolvimento da bateria do Piratão”, afirma o novo mestre.
Antes de iniciar efetivamente o trabalho, Diego terá seu primeiro contato com toda a diretoria da escola. A partir desse encontro, a proposta é conhecer a estrutura, a forma de trabalho e a identidade da Piratas da Batucada para, então, construir um planejamento visando ao desfile de 2027.
“Vou ter o primeiro contato com toda a diretoria da escola para poder entender um pouco do trabalho da escola. Em cima disso, fazer um grande planejamento para que possamos ter êxito no Carnaval de 2027”, explica.
Experiência carioca encontra a identidade amapaense
Apesar de chegar ao Amapá trazendo a experiência acumulada na Beija-Flor, Diego faz questão de ressaltar que seu objetivo não é descaracterizar o trabalho que já existe no Piratão. A proposta é justamente somar experiências, unindo o conhecimento que ele traz do Carnaval carioca ao trabalho desenvolvido pela bateria da Piratas da Batucada.
Entre as referências que pretende compartilhar estão elementos da bateria da escola de Nilópolis, como a essência do repique mor e o chamado “molho da frigideira”.
“Seria maravilhoso poder introduzir isso dentro da bateria, claro, sem tirar a identidade que lá já existe”, destaca.
Para Diego, a troca será feita nos dois sentidos. Ele afirma que pretende aprender com os ritmistas amapaenses e conhecer mais profundamente os ritmos, referências culturais e a maneira particular como o samba é vivido no estado.
“Cada lugar tem sua própria identidade, sua maneira de tocar, de sentir e de viver o samba. Quero conhecer de perto os ritmos, as referências culturais, a musicalidade e a energia do povo de Macapá”, afirma.
Diego conta que ainda não conhecia profundamente o Carnaval de Macapá, mas já tinha conhecimento da dimensão da festa no estado. Agora, pretende transformar essa curiosidade em experiência prática e construir, junto aos ritmistas do Piratão, um trabalho que respeite as características da Piratas da Batucada.
Disciplina, comprometimento e amor pelo samba
A experiência na Beija-Flor será uma das principais referências para o novo mestre. Em 10 anos como ritmista e cinco como diretor de bateria, Diego afirma ter levado da escola de Nilópolis ensinamentos que vão além da técnica musical.
“A experiência de tantos anos na bateria da Beija-Flor me ensinou acima de tudo a disciplina, o comprometimento, o respeito e o amor pelo samba”, resume.
A nova função no Amapá será conciliada com sua atuação na Beija-Flor. Segundo Diego, a agenda será organizada em conjunto com a Piratas da Batucada para que seja possível desenvolver os dois trabalhos.
Para Diego, assumir o comando do Piratão representa uma responsabilidade e, principalmente, uma oportunidade de crescimento.
“Minha expectativa é muito positiva. Encaro esse novo capítulo como uma oportunidade de crescer, aprender, trocar experiências e também compartilhar tudo o que o samba me ensinou ao longo da minha trajetória”, finaliza.
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