Nota 10

Presidente Getúlio Vargas autoriza governador Janari Nunes a criar Guarda Territorial

Em 26 de novembro de 1975, a briosa corporação foi elevada à categoria de Polícia Militar do Amapá, por meio de lei promulgada já por outro chefe da nação brasileira, Ernesto Geisel


 

Evandro Luiz
Da Redação

 

O presidente Getúlio Dornelles Vargas autorizou o então governador Janari Nunes a criar um aparato de segurança com o objetivo de oferecer à população um canal que garantisse o direito do cidadão de fazer valer a lei. Assim, em 17 de fevereiro de 1944 foi criada a Guarda Territorial do Amapá (GT), por meio do Decreto-Lei nº 08 do Governo do Amapá.

 

 

A Guarda Territorial se destacou não apenas na área da segurança pública, mas também pela atuação em diversas atividades de apoio à comunidade. Seus integrantes realizavam serviços que iam muito além da missão de policiamento, como carpintaria, marcenaria, manutenção e pintura de prédios públicos, sapataria, alfaiataria e até mesmo a organização de sepultamentos.

 

Desde sua implantação, a GT assumiu o caráter de um verdadeiro órgão de segurança pública. O policiamento passou a ser executado pela Guarda, que apoiava as delegacias com armamento e efetivo. Os delegados eram oficiais, enquanto os comissários exerciam a função de inspetores da corporação. Em 1945, todas as sedes municipais passaram a contar com um delegado, um escrivão e guardas.

 

 

Durante 32 anos, a sede da Guarda Territorial funcionou na Fortaleza de São José de Macapá, que serviu como quartel da instituição. Em 1945, sete meses após sua criação, foi realizado o primeiro desfile cívico de 7 e 13 de setembro no interior da Fortaleza, comemorando o segundo aniversário de criação do Território do Amapá. Um dos grandes destaques do evento foi a Banda da Guarda Territorial, carinhosamente apelidada de ‘Furiosa’.

 

O maestro Mestre Oscar, além de ensinar música aos guardas, levou a banda às praças públicas, apresentando dobrados com forte apelo nacionalista. A Banda se transformou, assim, em uma verdadeira escola de música, despertando o interesse de muitos jovens amapaenses. Vários músicos que integravam a Furiosa passaram a ser convidados para se apresentar em clubes e eventos sociais, principalmente durante o Carnaval.

 

 

Em 26 de novembro de 1975, a Guarda Territorial foi elevada à categoria de Polícia Militar do Amapá, por meio da Lei nº 6.270, promulgada pelo presidente Ernesto Geisel, com a finalidade de manter a ordem pública, sustentada pelos princípios de disciplina e hierarquia. O primeiro comandante foi o tenente Charone, oficial do Exército, tendo como subcomandante o servidor público Ítalo Picanço.

 

Com o objetivo de resgatar e preservar a memória histórica dessa instituição, o Centro de Memória, Documentação Histórica e Arquivo e a Editora da Unifap lançaram o livro ‘Memória da Briosa Guarda Territorial do Amapá’. A obra apresenta a trajetória da corporação, criada em 1944, que atuou na segurança pública do então território federal do Amapá até 1975, quando deu origem à atual Polícia Militar do Amapá. O livro é resultado de uma ampla pesquisa com 86 ex-integrantes da Guarda Territorial, reunindo depoimentos e registros que ajudam a manter viva a memória desse importante patrimônio histórico amapaense.

 

 


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