Projeto Travessias Amazônicas faz intercâmbio cultural entre Brasil e Guiana Francesa
Programação, em Macapá, é gratuita, incluindo espetáculo e atividades formativas para artistas locais, durante três dias

O Movimento Cultural Desclassificáveis realiza, em Macapá, o projeto Travessias Amazônicas, que promove intercâmbio cultural entre Brasil e Guiana Francesa. A programação acontecerá nos dias 17, 18 e 20 de abril, em diferentes espaços culturais da capital, com acesso gratuito.
A iniciativa tem como base a pesquisa, criação e livre adaptação da obra ‘Un Rien de Pays’, do poeta, contista e dramaturgo guianense Élie Stephenson, um dos principais nomes da literatura da Guiana Francesa. O projeto propõe uma travessia artística entre os territórios do Amapá e da Guiana, conectados pelo rio Oiapoque, a partir de suas semelhanças culturais, como lendas, mitos, oralidades e tradições indígenas e afro-amazônicas.
Segundo o idealizador do projeto, Paulo Alfaia, a experiência fortalece o diálogo entre artistas dos dois territórios. “As imersões ampliaram a construção dramatúrgica do espetáculo a partir de trocas entre artistas da Guiana e do Brasil, especialmente do Amapá, revelando tanto nossas afinidades quanto a diversidade cultural que atravessa a Amazônia”, destaca.
Programação:
- 17 de abril (sexta-feira)
Oficina Imersão Teatral – Respiração e Personagem
Instrutor: Roland Zeliam
Horário: 14h às 17h
Local: Sala Preta da Unifap (Bloco Depla)
- 18 de abril (sábado) – 18h
Roda de conversa Conexão Amazônica – bate-papo com o elenco sobre processo criativo e intercâmbio cultural
Local: Comitê de Cultura do Amapá (Avenida Procópio Rola, 2326 – Santa Rita)
- 20 de abril (segunda-feira) – 19h
Espetáculo ‘Un Rien de Pays’ (livre adaptação)
Dramaturgia: Élie Stephenson | Direção: Paulo Alfaia
Local: Teatro Municipal Fernando Canto
Ingresso: 1 kg de alimento não perecível ou material de limpeza.
A montagem é resultado de residências artísticas realizadas em 2024, em espaços como o Théâtre de Macouria e o Conservatório L’Encre (Cayenne), além de instituições culturais e acadêmicas do Amapá, como o Teatro Marco Zero e a Unifap.
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