Acusado de violência doméstica descumpre medida judicial e acaba preso
Suspeito foi detido em Santana por agentes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher

Elen Costa
Da Redação
Agentes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Santana prenderam nessa quarta-feira, 18, um homem acusado de violência doméstica e descumprimento de medidas protetivas de urgência.
De acordo com a delegada Katiúscia Pinheiro, o mandado de prisão preventiva foi expedido no contexto de investigação e procedimentos judiciais que apuram violência doméstica e familiar contra a vítima, com reiteração de condutas, incluindo descumprimento de medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha.
“A medida cautelar foi adotada diante de elementos documentados em procedimentos policiais e judiciais que apontam risco à integridade física e psicológica da vítima, e persistência no comportamento agressivo, mesmo após a imposição das medidas protetivas”, destacou a autoridade policial.
Conforme registros constantes nos autos, a vítima relatou ameaças, perseguição e agressões físicas, com formalização por meio de boletins de ocorrência, termos de declarações e documentação pericial. Entre as medidas protetivas deferidas judicialmente constam, por exemplo, afastamento do lar, proibição de aproximação (com distância mínima), proibição de contato por quaisquer meios e restrição de frequentar locais vinculados à vítima, havendo ainda imposição de monitoramento eletrônico, por decisão do Juizado competente.
“A Polícia Civil reforça que violência doméstica é crime. Mulheres em situação de violência devem buscar ajuda imediatamente, procurar uma unidade policial e formalizar a denúncia, preservando, quando possível, mensagens, áudios, prints e outras provas, além de solicitar medidas protetivas de urgência”, orientou a delegada, acrescentando que o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher é responsabilidade conjunta entre Estado e sociedade.
“Não é só a vítima que faz denúncia, qualquer pessoa pode comunicar: um familiar, um amigo, um vizinho ou uma testemunha. Denúncias são essenciais para interromper ciclos de violência e salvar vidas”, explicou a autoridade policial.
Deixe seu comentário
Publicidade
