Polícia

Advogado Maurício Pereira pede HC para empresário chinês envolvido na Operação Pantalassa

Segundo o advogado Maurício Pereira, Xiao Liang Xu foi roubado e enganado por Sílvio Porto.

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O advogado Mauricio Pereira informou nesta sexta-feira (31) que até segunda feira, 3 de setembro, ingressa no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) com um Habeas Corpus em favor do empresário chinês Xiao Liang Xu, acusado de cometer crime contra o sistema financeiro nacional.

 

Xiao Liang Xu, que está na China, tem prisão decretada pelo juiz federal Jucélio Fleury, da 4ª Vara Criminal da Justiça Federal no Amapá, por seu envolvimento na Operação Pantalassa, deflagrada em abril do ano passado pela Polícia Federal para apurar o envolvimento de empresa de mineração em esquema de exploração ilegal de madeira para exportação.

 

O juiz Jucélio Fleury arbitrou em R$ 5,1 milhões a fiança ao chinês Xiao Liang Xu, valor considerado alto demais pelo advogado, que decidiu recorrer ao Tribunal Regional Federal contra a decretação da prisão e contra o valor da fiança. O nome de Xu está na lista de procurados da Interpol.

 

Ele foi acusado de financiar um esquema ilegal de desmatamento para exportação de 50 mil metros cúbicos de madeira para China. De acordo com a Polícia Federal e a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Xiao Liang Xu contratou no Brasil a empresa Pangea, apanhada na mesma operação, que teria repassado propinas a funcionários do Imap para ter as autorizações fraudulentas de desmatamento.

 

A Pangea já teria recebido R$ 10 milhões quando o esquema foi desmontado pela Polícia Federal. Sílvio Porto, dono da Pangea, está preso condenado a 12 anos de prisão pelo esquema.

 

Segundo o advogado Maurício Pereira, Xiao Liang Xu foi roubado e enganado por Sílvio Porto. “O senhor Xiao Liang Xu nunca foi preso. Ele esteve no Amapá, sendo recebido até pelo governador do estado, para fazer as coisas de forma correta e obter madeira certificada para sair legamente do Brasil e entrar legalmente na China, mas acabou sendo roubado e enganado”, afirmou Pereira, concluindo que não concorda com a fiança arbitrada pelo juiz para revogar o decreto de prisão, daí o recurso ao TRF1.

 
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