Assalto com reféns termina após seis horas de negociação na vila do Paredão
Os presos foram identificados como Maria Euclina Nascimento Santos, de 24 anos, a ‘Duquesa’; Renato da Silva Balieiro, de 35 anos; o foragido da justiça do Amazonas, Bruno Gemaque Magave, de 33 anos, e um infrator, de 17 anos.

Elden Carlos
Editor-chefe
Terminou um pouco depois das 8h da manhã desta quarta-feira (09) o assalto com reféns em uma residência localizada na Rua Tucunaré, vila do distrito do Paredão, em Ferreira Gomes, município distante 137 quilômetros da capital, Macapá. Três homens e uma mulher que mantinham um casal como refém desde às 2h da madrugada foram presos. Com eles foram apreendidos coletes balísticos, dois revólveres calibre 38, fardas da Polícia Militar, duas armas airsoft que simulam fuzis e outra que simula uma submetralhadora.
Os presos foram identificados como Maria Euclina Nascimento Santos, de 24 anos, a ‘Duquesa’; Renato da Silva Balieiro, de 35 anos; o foragido da justiça do Amazonas, Bruno Gemaque Magave, de 33 anos, e um infrator, de 17 anos. Duquesa foi a primeira a ser identificada. Ela iniciou uma live em uma rede social depois que o bando foi descoberto e policiais do 7º Batalhão de Polícia Militar (7º BPM) cercaram o local.
Segundo o major Dociel Coelho, subcomandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), as mais de seis horas de negociação foram tensas.
“Foi uma negociação tensa. O Bope foi acionado por volta de 2 horas da manhã e após confirmação nos deslocamos para a região da crise. Já tínhamos informações de que os suspeitos estavam armados com revólveres e armas longas. Eles se mostraram altamente agressivos por várias vezes durante o processo de negociação. Uma das medidas adotadas foi cortar o sinal de internet para cessar a transmissão que eles realizavam através de uma live. Após mais de seis horas conseguimos a rendição dos assaltantes, mas ainda enfrentamos resistência por parte do criminoso conhecido como Bruno. Ele é foragido e foi o último a se entregar. Mas, apesar dessa tensão toda, conseguimos garantir a preservação da vida, a prisão dos criminosos e restabelecimento da ordem pública”, disse o subcomandante.
Em entrevista exclusiva ao repórter Jair Zemberg (Diário) que foi ao local acompanhar a ocorrência desde a madrugada, Maria ‘Duquesa’ – que é faccionada e com posição de comando dentro da organização – afirmou que eles foram levados ao local por uma mulher a quem ela chamou de ‘Richele’.
“Foi a Richele quem organizou a situação. Ela trabalha como diarista para essas pessoas (vítimas). A Richele disse que eles (casal) tinham dois quilos de ouro em casa e uma grana alta. Ela afirmou que iríamos dividir a ‘micha’ (dinheiro) e que a gente ficaria com 40 [mil] e ela com sessenta. Ela nos trouxe aqui em um carro Voyage prata”, afirmou Duquesa.
As vítimas receberam atendimento médico e psicológico no local. Os presos foram encaminhados para a delegacia de Polícia Civil de Ferreira Gomes. A delegada local afirmou que representaria pelas prisões preventivas dos maiores e internação do menor infrator. A polícia vai investigar ainda a origem das fardas e coletes militares que eles usavam e as informações prestadas pelos acusados.
Reportagem e fotos: Jair Zemberg
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