Polícia

Assassino de universitária estava foragido e já responde por outro homicídio

Claúdio Pacheco, o ‘Coringa’, matou vendedora de churrasquinho em 2018; preso, conseguiu progressão do regime para trabalhar fora, porém acabou serviço e não retornou, colocando-se na condição de fugitivo desde 21 de outubro do ano passado


 

Elen Costa
Da Redação

 

Claúdio Pacheco, de 42 anos de idade, o ‘Coringa’, autor confesso do assassinato da universitária Ana Paula Viana Rodrigues, de 19 anos, já responde por homicídio e estava foragido do sistema prisional. A informação foi confirmada pelo delegado Anderson Ramos, titular da 1ª Delegacia de Polícia de Santana, responsável pelo inquérito policial.

 

“Em 2018 ele matou uma mulher, uma vendedora de churrasquinho; foi preso, conseguiu a progressão do regime para trabalhar fora, porém acabou o trabalho e não retornou mais, se colocando na condição de fugitivo desde o dia 21 de outubro do ano passado”, explicou Ramos.

 

 

Em depoimento, Coringa contou que estava sob efeito de drogas e pretendia roubar a vítima para comprar mais entorpecente. “Ele relatou que passou na frente da loja, viu a vendedora sozinha e a oportunidade de subtrair algo para trocar na boca de fumo. Foi quando bateu na porta, a moça abriu, ele se fingiu de cliente e cometeu o ato”, detalhou a autoridade policial.

 

Cláudio Pacheco foi autuado em flagrante por latrocínio (roubo com consequência morte). Ele será levado para exame de corpo delito, depois para a audiência de custódia e, em seguida, deve ser mandado de volta para o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) do Amapá.

 

“A princípio havia rumores de que poderia ser um caso de feminicídio, mas a intenção do criminoso era de fato roubar para consumir entorpecentes. Então, embora se trate de uma vítima mulher, a morte dela não se deu por causa do gênero; eles não tinham nenhum tipo de relação, sequer se conheciam, então não se caracteriza como feminicídio”, explicou Anderson Ramos.

 

 

O caso

A jovem Ana Paula cursava Biologia na Universidade Federal do Amapá (Unifap). Ela foi estrangulada até a morte no fim da tarde desta segunda-feira, 9, dentro de uma loja de roupas no Centro de Santana, onde trabalhava como vendedora.

 

Foi a proprietária do estabelecimento que acionou a Polícia Militar depois de perceber pelas câmeras de segurança a movimentação estranha no local. Entretanto, quando a equipe do 4º Batalhão chegou encontrou Ana Paula sem vida no depósito do empreendimento.

 

 

“Ela travou luta corporal com ele, chegou a agatanhá-lo bastante. Talvez, por isso, ele tenha jogado tinta nas mãos dela, para alterar os exames, apagar os vestígios, e daí foi que ele a estrangulou”, disse o delegado.

 

Outra dúvida é em relação a um possível abuso sexual, uma vez que a calça de Ana Paula estava com os botões e zíper abertos.

 

“Ele garantiu que não houve nada, mas essa certeza teremos apenas com os resultados da necropsia”, falou Ramos.

 

 

Prisão

Após o crime, Coringa fugiu do local na mesma bicicleta em que chegou. Uma força tarefa foi montada pelos órgãos de segurança para identificar e localizar o assassino. Equipes da 1ª DPS, várias unidades da PM, o Grupo Tático Aéreo (GTA) e a Coordenadoria de Inteligência e Operações (Ciop) da Sejusp foram empregados na missão.

 

Por meio das gravações, inclusive de um estabelecimento que ele havia feito uma compra momentos antes, a polícia conseguiu chegar a identificação de Cláudio Pacheco e seu endereço. Ele foi encontrado em frente à sua residência no bairro Elesbão e ainda tentou enganar os agentes fornecendo um nome falso.

 

Preso, Coringa revelou que tinha roubado o telefone celular de Ana Paula e trocado por seis pedras de crack. Durante as diligências, os policiais localizaram o aparelho em uma boca de fumo conhecida como Beringela. As roupas e o chapéu usados por ele na ação criminosa foram localizados em uma área de mata próxima.

 


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