Polícia

Associação de Oficiais cobra respostas sobre morte de Major e alega execução após confusão com policiais penais

Presidente da associação, Tenente-Coronel Pompeu, cobra resposta institucional do Iapen e dos órgãos de segurança; segundo ele, o Anderson teria sido instigado dentro do bar e a irmã dele também teria sido agredida


 

Elen Costa
Da Redação

 

Em vídeo gravado em frente ao Fórum de Macapá, onde um dos envolvidos foi apresentado para audiência de custódia, o presidente da associação, Tenente-Coronel Pompeu, cobra resposta institucional do Iapen e dos órgãos de segurança.

 

Segundo ele, o major teria sido instigado dentro do bar e a irmã dele também teria sido agredida.

 

“Nós temos informações já através do circuito interno lá do bar, do ambiente que eles estavam, que ele foi instigado. A irmã dele foi agredida pelos policiais penais e isso é uma coisa inadmissível”, disse.

 

O presidente questiona ainda o porte e uso de arma institucional por policiais penais supostamente alcoolizados e a dinâmica dos disparos:

 

“Por que esses policiais penais portavam a arma da instituição em um ambiente em que estavam alcoolizados, sem um mínimo preparo técnico e psicológico? Por que ao sair do bar eles já saíram com a mão no armamento? Qual era a intenção deles? Por que após o fato, que o nosso militar já estava neutralizado, não deixaram prestar o socorro? Por que aquele tiro pelas costas se nosso militar já não oferecia perigo? Aquilo ali foi uma execução.”

 

A associação pede que a conduta seja apurada de forma individualizada:

 

“Nós, enquanto associação, queremos essa resposta de forma técnica e que cada um deles responda pelos seus atos de forma individualizada. Isso não irá trazer o nosso querido major Anderson Fernandes, mas vai fazer com que a gente tenha um senso maior de justiça, que é o que nós procuramos hoje.”

 

O Caso

O Major Anderson estava de folga e lotado no 1º Batalhão da PM. Natural de Macapá, ingressou na corporação em 2011, havia sido promovido a major em abril deste ano e deixa cinco filhos.

 

A confusão começou dentro do bar e terminou do lado de fora com disparos. O major não resistiu.

 

Quatro policiais penais foram apresentados no Ciosp do Pacoval. Três foram liberados – Wilson Pontes Neto dos Reis, Sérgio Ricardo da Silva Guerra e Márcio Douglas Morais Amanajás – e um permaneceu sob custódia. Uzias Palmerim de Santana Júnior passará ainda hoje por audiência de custódia.

 

A Polícia Civil informou que imagens de videomonitoramento que registraram parte da confusão estão sendo analisadas para estabelecer a cronologia dos fatos. O caso segue com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

 

Até o momento, o Iapen não se pronunciou oficialmente.

 

 


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