Polícia

Decretada prisão preventiva de homem que matou a ex-companheira a facadas

Crime ocorreu na madruga de sábado (19) no bairro Araxá. Prisão preventiva foi decretada neste domingo (20) pelo juiz Mário Mazurek, no plantão do Fórum de Macapá.

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Josiel é considerado foragido

O juiz Mário Mazurek, no plantão do Fórum da Comarca de Macapá, decretou neste domingo (20) a prisão preventiva de Josiel de Souza Martins, que assassinou na madrugada do último sábado ( 19) com cerca de dez facadas sua ex-companheira Samira Gomes Mendes, de 21 anos.

O juiz considerou, entre outros motivos, a manutenção da ordem pública, a quebra da medida protetiva de urgência que impedia o algoz de se aproximar da vítima e o fato de ele responder a dois processos de execução penal pelos crimes de lesão corporal e ameaça.

A prisão preventiva foi requerida pela delegada da Polícia Civil, Sandra Dantas, que preside o inquérito tombado na Delegacia Especializada em Crimes Contra Mulher (DECCM). A partir de agora o investigado é considerado oficialmente foragido pela justiça.

O crime
Mãe de gêmeas de 4 anos de idade, Samira Gomes Mendes, de 21 anos, morreu às 6h30 da manhã de sábado (19) no Hospital de Emergências(HE), de Macapá, para onde ela havia sido levada por familiares por volta 1h da madrugada após ter sido ferida por cerca de dez golpes de faca desferidos por seu ex-companheiro, Josiel de Souza Martins.

Segundo testemunhas, Josiel chegou de moto ao endereço da vítima, localizado na 7ª Avenida do bairro Araxá, zona sul da capital. Ele conseguiu entrar no imóvel e minutos depois os vizinhos começaram a ouvir os pedidos de ajuda da mãe da jovem.

Samira foi esfaqueada dentro do quarto. Ela estaria dormindo no momento do ataque. As filhas acordaram e presenciaram o crime. Josiel só parou o ataque depois que a lâmina da faca quebrou no corpo da vítima. Ele fugiu correndo e foi perseguido por moradores, mas escapou. A motocicleta deixada para trás pelo assassino foi incendiada.

Os médicos realizaram todos os procedimentos necessários, mas a mulher não resistiu. O corpo foi removido para o Departamento de Medicina Legal (DML) da Polícia Técnico-Científica (Politec) para ser necropsiado.

Segundo a família de Samira, em 2017 o acusado foi condenado a quatro meses de prisão por lesão corporal e ameaça contra a jovem. A justiça chegou a emitir uma medida protetiva de urgência, mas a mulher acabou covardemente assassinada pelo criminoso. A Polícia Civil (PC) trata o caso como feminicídio.

 
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