Polícia

Decretada prisão preventiva do suspeito de envolvimento em latrocínio na Ilha de Santana

Gean Osvaldino, de 18 anos, teria atuado no transporte dos executores do assalto que resultou no assassinato do policial rodoviário federal aposentado Rubens Menezes, de 72 anos.

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Gean foi transferido para o Iapen; ele nega envolvimento

A juíza Michelle Costa Farias, do Núcleo de Garantias da Comarca de Santana, converteu em preventiva a prisão em flagrante de Gean Osvaldino Correa de Souza, de 18 anos, que foi preso na segunda-feira (10) suspeito de envolvimento na morte do policial rodoviário federal aposentado Rubens Silva de Menezes, de 72 anos, assassinado com um tiro no rosto na noite do último sábado (8), no interior da residência onde ele morava, na Ilha de Santana. O caso é investigado como latrocínio (roubo seguido de morte).

Gean, que trabalha como catraieiro naquela região, manteve em juízo a versão inicial de que apenas levou os dois executores do crime à casa do aposentado, e que não sabia que eles estavam planejando um roubo.

Na terça-feira (11) quando foi preso, Gean declarou à delegada Luiza Maia, da 2ª DP de Santana, que preside o inquérito, que não falaria sobre o caso, pois temia ser morto por uma facção, caso detalhasse a ação. Em entrevista ao Diário, a delegada explicou que pelo apurado até aquele momento o catraieiro sabia do plano para assaltar a casa do policial rodoviário aposentado, e tem envolvimento direto no caso.

“Todos os elementos colhidos no curso das investigações revelam que ele [Gean] tem participação no crime, inclusive, manteve contato com os executores antes e depois do latrocínio. Fundamentamos isso no pedido de prisão preventiva e a magistrada acatou o pedido”, disse Luiza Maia.

Durante a audiência de custódia, realizada na terça-feira, a defesa de Gean alegou que apesar de a materialidade do crime estar comprovada, persiste a dúvida da autoria. O advogado entrou com recurso para tentar o habeas corpus.

Gean foi submetido a exame de corpo delito na Polícia Técnico-Científica (Politec) e depois seguiu para o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). A polícia não cessou as buscas desde a noite do crime pelos dois executores do latrocínio.

Reportagem: Elden Carlos
Imagens: Jair Zemberg

 
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