Polícia

Defesa de Zeca Abdon afirma que vereador foi vítima de denunciação caluniosa por estupro

Vereador Zeca Abdon (PP), de 75 anos, foi denunciado pelo pai de um menino de 6 anos por estupro de vulnerável. Defesa diz que homem tentava extorquir parlamentar.

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Zeca Abdon (PP), de 75 anos, ainda deve depor sobre a grave denúncia

Elden Carlos
Editor-chefe

 

O vereador de Macapá, Zeca Abdon (PP), de 75 anos, foi acusado pelo pai de um menino de 6 anos de ter estuprado a criança. A denúncia é de que o caso ocorreu no dia 29 de julho, na casa do vereador, no bairro Pedrinhas, zona Sul de Macapá. O caso foi registrado na Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Contra a Criança e Adolescente (Dercca). O delegado Ronaldo Entringe instaurou inquérito policial para apurar o caso.

Na manhã desta terça-feira (03) o advogado José dos Santos Neto, que atua na defesa do parlamentar, concedeu entrevista ao programa radiofônico LuizMeloEntrevista (Diário 90,9FM) e afirmou que Zeca Abdon vinha sendo alvo de tentativas de extorsão por parte do pai da criança e de ameaças constantes.

Advogado José dos Santos Neto atua na defesa do vereador

 

“O pai desse menino saiu recentemente do presídio. Ele trabalhou para o seu Zeca durante a campanha. A família é conhecida do meu cliente. Ocorre que a partir de um determinado momento –por ter trabalhado na campanha – esse cidadão passou a fazer exigências como a compra de uma motocicleta. Depois, pediu que o vereador pagasse o processo de habilitação dele. Não satisfeito, ainda queria que todo mês lhe fosse repassado R$ 300. E, sempre com ameaças de que se não fosse atendido, iria jogar o nome do vereador na lama. Não imaginávamos que ele fosse capaz de fazer algo tão grave assim. Uma acusação gravíssima e infundada ao mesmo tempo”, disse o advogado.

O representante legal de Zeca Abdon também declarou que as provas são incontestes e que o registro de tentativa de extorsão foi feito à Polícia Civil. “Temos filmagens das câmeras de segurança do imóvel que mostram que meu cliente não esteve sozinho com essa criança em nenhum momento. O menino tinha livre acesso ao imóvel. Vamos provar tudo à polícia e depois tomar as medidas cabíveis. Infelizmente esse tipo de acusação causa um dano irreparável à imagem da pessoa. Denunciação caluniosa é crime e esse cidadão certamente será processado posteriormente”, concluiu.

Imagem: Railana Pantoja

 
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