Polícia

Delegado afirma que Ana Júlia não era alvo de atirador em Santana

Ana Júlia Pantoja, de 5 anos, foi morta com um tiro na cabeça enquanto comia um pedaço de bolo. O delegado Pedro Vergara afirmou ao Diário que ela não era o alvo do atirador, como especulado.

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Elden Carlos
Editor-chefe

A polícia identificou como Flávio Ferreira Teodoro o homem que atingiu com um tiro na cabeça a pequena Ana Júlia Pantoja, de 5 anos, no final da tarde de quarta-feira (15) na Baixada do Ambrósio, em Santana. A informação foi confirmada na manhã desta quinta-feira (16) pelo delegado Pedro Vergara, da 1ª Delegacia de Santana, durante entrevista ao programa LuizMeloEntrevista (Diário 90,9FM).

Vergara confirmou ainda que Ana Júlia não era o alvo do criminoso, como chegou a se especular, e que ela ficou na linha de fogo durante um ataque promovido por Flávio contra desafetos que estavam na passarela.

“Apuramos que esse homem [Flávio] havia sofrido um ataque há cerca de dois dias, e que nesta quarta-feira ele foi se vingar dos rivais. Aquela passarela é uma linha delimitadora entre os territórios ocupados pelas facções que travam uma batalha pelo comando de área. Ele chegou sorrateiramente e atirou contra um grupo de desafetos, mas infelizmente acabou atingindo a criança. Todos os esforços estão sendo evidenciados para prendê-lo. O caso vai ser encaminhado para a Delegacia da Infância e Juventude (DIJ) por se tratar da morte de um menor”, relatou o delegado.

Entenda o caso

A guerra entre facções chegou ao extremo no final da tarde desta quarta-feira (15) quando a pequena Ana Júlia, de 5 anos, foi morta com um tiro na cabeça durante o início de um ataque promovido por Flávio Ferreira Teodoro na Baixada do Ambrósio, em Santana, região metropolitana de Macapá.

Testemunhas relataram que a criança teria ido até um comércio comprar uma fatia de bolo e no retorno o criminoso efetuou o disparo contra integrantes de uma facção rival que estavam na passarela, mas o tiro acabou acertando a menina. Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que ela é alvejada ao subir na passarela de concreto.

A vítima foi socorrida por vizinhos e encaminhada ao Hospital de Santana, mas não resistiu ao ferimento. O corpo foi colocado no necrotério e depois removido ao Departamento de Medicina Legal (DML) da Polícia Técnico-Científica (Politec).

Policiais da equipe Thor do Batalhão de Policiamento Rodoviário Estadual (BPRE) e do 4º Batalhão de Polícia Militar (4º BPM) realizaram a primeira intervenção após o confronto, mas não localizaram o atirador. O clima era de desolação e revolta ao mesmo tempo. Imagens gravadas por um morador mostram o momento em que Flávio Teodoro foge do local. Ele tira a camisa e se mistura em meio aos curiosos, desaparecendo em seguida.

Reportagem e fotos: Jair Zemberg

 
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