Polícia

Diretora investigada pela PF é a mesma vendedora de “Monteiro Lopes”

Em 2013 a diretora se destacou ao comprar 16 centrais de ar e 105 instrumentos musicais para a escola. Agora, em 2016, ela é investigada em um esquema fraudulento

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A professora aposentada Elba Rosa Dias, de 65 anos, que em 2014 estava como diretora da Escola Estadual Nilton Balieiro, no bairro Marabaixo, zona oeste de Macapá, e que na manhã desta sexta-feira (14) foi alvo da operação ‘Migalhas’, foi conduzida coercitivamente à sede da Superintendência da Polícia Federal (PF), no Amapá, para depor na investigação que apura o desvio de R$ 200 mil que deveriam servir para a compra de alimentos por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), mas que segundo a PF, foram desviados pela diretora para contas de parentes dela com a ajuda do então tesoureiro da escola.
elba-monteiro-lopes-2A investigação da PF ocorreu em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU) e revelou um esquema de adulteração de cheques que deveriam servir para pagar os fornecedores de merenda, mas que acabam sendo desviados.
Ainda de acordo com a PF, a diretora e o tesoureiro faziam a emissão de cheques sem estarem nominados. Eles faziam cópias que eram preenchidas de forma fraudulenta com o nome do suposto fornecedor. Já o cheque original – sem nome – era sacado na boca do caixa da agência bancária.
Diretora
A professora aposentada Elba Rosa ficou famosa, em 2013, quando ela comprou 16 centrais de ar e 105 instrumentos para a banda marcial da Escola Estadual Nilton Balieiro. Ela climatizou as salas apenas com a venda de biscoitos (Monteiro Lopes) que eram vendidos na escola. A comunidade apoiou o projeto e passou a comprar os biscoitos que a própria professora faziam em casa.
A ação de Elba Rosa ganhou destaque em programas de grandes emissoras de tevê do país, como é o caso do Fantástico, da Rede Globo. Ela foi transferida para outra escola, no Centro, onde tomou a mesma atitude para climatizar as salas de aula, novamente, recebendo apoio dos pais dos alunos.
Há época, na escola Nilton Balieiro, a professora tirou as centrais de ar e os instrumentos no nome dela. Elba disse que tão logo quitasse o pagamento das parcelas, faria a transferência para o patrimônio da escola.
A PF não declarou se essa ‘boa ação’ da diretora era apenas para encobrir o esquema fraudulento, e se o dinheiro arrecadado com a venda do biscoito era suficiente para pagar as altas parcelas do equipamento comprado.
 Crimes
A PF declarou que as pessoas envolvidas no esquema devem responder por associação criminosa, falsidade ideológica, peculato e lavagem de dinheiro. A justiça decretou o sequestro de bens móveis e imóveis, restrição de transferência de propriedade de veículos, bloqueio de ativos financeiros, indisponibilidade de bens móveis e afastamento de sigilo fiscal dos denunciados.
Elden Carlos
Da Redação
 
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