Polícia

“Disputa pelo tráfico de drogas gerou guerra entre facções”, diz secretário de Segurança Pública

Nove pessoas ligadas a facções morreram durante os violentos ataques promovidos no final de semana na capital amapaense.

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Elden Carlos
Editor-chefe

 

O secretário de Segurança Pública do Amapá, coronel PM Carlos Souza, afirmou na manhã desta segunda-feira (14) durante entrevista ao programa radiofônico LuizMeloEntrevista (Diário 90,9FM), que tanto a Coordenadoria de Inteligência e Operações Policiais (CIOP) da Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), quanto as inteligências das polícias Civil e Militar, já vinham monitorando uma situação de ‘desequilíbrio’ entre as facções criminosas que promoveram uma verdadeira guerra urbana no final de semana. O saldo desse confronto foi a morte de 9 integrantes de ambas as organizações. O banho de sangue tornou o final de semana um dos mais violentos dos últimos tempos no Amapá.

“Já vínhamos monitorando ao longo da última semana uma ação que estava sendo planejada para ocorrer dentro do Iapen. Com base nisso, realizamos uma operação na manhã de sexta-feira (11) nas dependências do complexo penitenciário, com emprego do Bope e Polícia Penal, desmobilizando o plano dos faccionados. Mas, acreditamos que essa matança entre eles ocorreu a partir de dois pontos principais. O primeiro foi a morte de um faccionado em Santana. Os rivais invadiram a ‘quebrada’ dele e o mataram dentro do próprio território. Já na manhã de sábado, houve a morte daquele outro traficante no Jardim Açucena. A reação foi imediata e os ataques começaram a ser promovidos sequencialmente. Estamos trabalhando para identificar os líderes responsáveis por determinar os ataques”, disse o coronel.

Carlos Souza, que já foi comandante-geral da Polícia Militar do Amapá (PM-AP), assegurou que a guerra urbana é gerada, principalmente, pela disputa de pontos de venda de drogas, uma das principais fontes de renda das organizações.

Ele revelou que ainda durante o final de semana a Sejusp enviou um relatório com detalhes desse monitoramento. “Enviamos esse relatório tanto para,a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Judiciário e Ministério Público do Estado para que possamos realizar o trabalho repressivo contra essas duas principais organizações criminosas”, disse.

O secretário ainda relatoue que os ataques foram tão intensos e com tantas baixas que as próprias lideranças criminosas emitiram um ‘salve’ para que os ataques fossem cessados. ‘Salve’ é um documento emitido pelas facções determinando que determinada ação seja interrompida, sob pena dos que descumprirem as ordens sejam severamente punidos como exemplo. Em alguns casos o descumprimento do ‘salve’ é até mesmo a morte. “Temos um mapeamento, temos todas as informações, então, haverá uma resposta à altura, com bastante contundência”, concluiu o secretário dizendo que o aparelho de segurança está mobilizado para agir.

 
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