Polícia

Empresária acusada de ligação com execução de policial penal é presa por tráfico de drogas

Railana Leite Nogueira responde pelo homicídio em liberdade; agora a polícia descobriu que um carregamento de entorpecentes que foi interceptado em janeiro deste ano tinha como destino a casa dela


 

Elen Costa
Da Redação

 

A empresária de 30 anos de idade, Railana Leite Nogueira, foi presa nessa sexta-feira, 6, por policiais civis da Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), durante a segunda fase da Operação Nêmesis. Ela estava com um mandado de prisão preventiva em aberto por envolvimento com o tráfico de drogas e foi capturada em sua residência, localizada no bairro Fonte Nova, em Santana. Ela também é acusada de participação na execução do policial penal Estevam Carvalho Trindade Júnior, morto em julho de 2025, mas responde ao processo em liberdade.

 

 

Conforme as investigações, a motivação para o crime foi um desentendimento entre a vítima e um pedreiro de 48 anos, o pai de Railana. Ele teria recebido pagamento por serviços de construção civil, mas não teria concluído o trabalho combinado, o que gerou um conflito entre as partes.

 

Na trama, a empresária do ramo de estética facial teria sido o elo entre o pai e integrantes de uma organização criminosa, onde um dos líderes é seu companheiro que está recluso na penitenciária.

 

Railana teria administrado linhas telefônicas usadas para repassar informações e facilitar a comunicação entre criminoso de dentro e fora do presídio. Pelo menos seis pessoas participaram do planejamento, monitoramento e execução do crime.

 

Sobre sua ligação com o tráfico de entorpecentes, a polícia informou que descobriu que um carregamento de drogas que foi interceptado em janeiro deste ano tinha como destino a casa de Railana. A empresária foi levada para a sede da Draco e depois para audiência de custódia. De lá, foi transferida para o Iapen. O caso segue sendo investigado.

 


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