Engenheira é indiciada por morte de jovem durante carnaval em Santana
Vítima foi eletrocutada; inquérito aponta negligência técnica na estrutura de camarote, além de falhas na fiscalização da Prefeitura e da CEA Equatorial

Elen Costa
Da Redação
A Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Santana, concluiu nesta quinta-feira, 22, o inquérito policial sobre a morte de um jovem de 21 anos durante o Carnaval do município. A engenheira eletricista responsável técnica pelo evento foi formalmente indiciada por homicídio culposo qualificado por inobservância de regra técnica.
O acidente fatal aconteceu na madrugada de 17 de fevereiro de 2026, na avenida Santana, enquanto a vítima acompanhava o Bloco UAU. Debaixo de forte chuva, o jovem se encostou na armação metálica de um camarote que estava energizada. Com os pés na água acumulada na pista, ele sofreu uma descarga elétrica imediata e morreu no local. O laudo da Politec confirmou a causa da morte como eletroplessão, identificando a marca de Jellinek na mão esquerda da vítima.
As investigações apontaram que a profissional agiu com negligência e imperícia ao liberar a estrutura sem os devidos protocolos de segurança. Segundo a Polícia Civil, a liberação ocorreu apenas com uma inspeção visual, sem testes de aterramento por meio de terrômetro.
Além disso, cabos de energia foram deixados expostos à umidade, violando as normas NBR 5410 e NR-10. O sistema de proteção estava inoperante e não havia equipe técnica de plantão para conter riscos durante o temporal.
O documento policial também detalha a responsabilidade civil objetiva de terceiros. A concessionária CEA Equatorial foi citada por manter emendas sem isolamento em postes compartilhados. Já o município de Santana foi apontado por omissão na fiscalização das estruturas montadas na avenida.
O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário e segue agora para a análise do Ministério Público do Amapá, que decidirá sobre a abertura da ação penal.
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