Esquema de “falsa central” é desarticulado pela Polícia Civil
A ação resultou no indiciamento de 11 pessoas indiciadas e com o bloqueio de bens de 4 empresas

Elen Costa
Da redação
A Delegacia Especializada de Repressão a Fraude Eletrônica (DERFE) desarticulou uma organização criminosa especializada em golpes virtuais. A operação resultou no indiciamento de 11 pessoas e no bloqueio total de bens de todos os envolvidos, incluindo quatro pessoas jurídicas utilizadas para lavar o dinheiro do crime.
A investigação teve início depois que uma vítima residente no Amapá teve um prejuízo de mais de R$ 36 mil. O fato ocorreu em março do ano passado.
De acordo com a polícia, o crime ocorria em duas etapas: atração da vítima via perfil falso de loja no Instagram e contato posterior simulando uma “Falsa Central de Segurança” bancária para induzir transferências.
Empresas de fachada e bloqueio de bens
Por representação da Polícia Civil, o Poder Judiciário determinou o bloqueio de bens das 11 pessoas físicas e de quatro pessoas jurídicas utilizadas no esquema de lavagem de dinheiro.
A investigação apontou que os criminosos utilizavam CNPJs para dar aparência de legalidade às transações milionárias. Entre as empresas bloqueadas, foi identificado que uma delas movimentou mais de R$ 300 mil em apenas 38 dias, inteiramente via PIX, superando metade de seu faturamento anual declarado, enquanto outras funcionavam apenas como “contas de passagem” para dar vazão aos valores ilícitos.
A rota do dinheiro e a técnica de “smurfing”
O delegado Nicolas Bastos, responsável pelo caso, destacou o uso da técnica de lavagem de dinheiro conhecida como “smurfing” ou estruturação. A investigação identificou que, minutos após o golpe, os valores eram pulverizados em transferências quebradas — como R$ 999, R$ 998 e R$ 997 — propositalmente abaixo de R$ 1 mil para tentar burlar os alertas automáticos de segurança bancária.
Indiciamento
Ao final, todos os investigados foram indiciados pelos crimes de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. O inquérito foi remetido ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. A Polícia Civil reforça: bancos nunca solicitam transferências para “desbloquear” contas.
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