Polícia

Ex-presidente da UNA é indiciado por estelionato; ele usava perfil falso de deputada federal

Iury Soledade confessou que se passou durante algum tempo pela deputada Aline Gurgel, de quem já foi aliado

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Paulo Silva
Da Redação

A Polícia Civil do Amapá indiciou por estelionato nesta segunda-feira (10) Iury Lorran Silva da Soledade, ex-presidente da União dos Negros do Amapá (UNA), que estaria se passando pela deputada federal Aline Gurgel (PRB-AP) para facilitar a liberação de recursos públicos para a entidade e outras instituições.

De acordo com as investigações, Iury conseguia informações de verbas alocadas para a área do turismo, e utilizava um perfil falso no aplicativo WhatsApp com nome e foto da deputada Aline Gurgel, para conversar com gestores e indicar a União dos Negros como beneficiária. O crime estaria ocorrendo desde janeiro.

De acordo com o delegado Leandro Leite, Iury confessou o crime, e disse ter comprado o chip do telefone de uma pessoa no município de Itaubal. Pelo menos quatro pessoas, entre elas um secretário do governo do Estado, foram contatadas por Soledade se fazendo passar pela deputada.

Um dos pedidos tinha a ver com a liberação de R$ 300 mil de um fundo ligado à Secretaria de Turismo do Estado (Setur). Iury Soledade já foi aliado da deputada federal Aline Gurgel e saiu candidato a vereador pelo PRP, um dos partidos controlados pela família Gurgel no Estado.

Antecedentes

Em novembro do ano passado, o desembargador Eduardo Contreras, do Tribunal de Justiça do Amapá Em (TJAP), indeferiu pedido de tutela de urgência ou medida cautelar inominada assecuratória, interposta por Iury Lorran Silva da Soledade com vistas a obter efeito suspensivo à apelação até o trânsito em julgado, considerando, sobretudo, a não publicação do acórdão e pelo fato de os apelados ameaçarem, segundo Iury, o exercício do cargo de presidente da União dos Negros do Amapá.

Os atos e negócio jurídicos celebrados por Iury Soledade na condição de presidente da UNA foram tornados inválidos, o que foi reconhecido pela sentença recorrida e pelo Tribunal de Justiça do Amapá que a confirmou. A presença de Iuri como presidente da União dos Negros do Amapá era contestada desde 2015 por: Adelson Ramos, José Aluizio da Silva Souza, José Maria Pereira, Josivaldo Libório, Marciana Nonata Dias e Rutinilda da Silva Libório, que o acusavam de falsificar documentos para conseguir a eleição

 
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