Guarda Municipal que liderava facção no Amapá é alvo de operação das forças de segurança
Investigado demonstrava total desdém pelas instituições, debochando abertamente do fato de ter conseguido ingressar na instituição, mesmo sendo um expoente do crime organizado

As forças de segurança deflagraram na manhã desta terça-feira, 31, uma operação de combate ao narcotráfico interestadual e lavagem de dinheiro.
A ação, denominada ‘Abadom’, envolve as polícias civis do Amapá e do Pará, em conjunto com as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco).
De acordo com informações, o intuito é desarticular um esquema de tráfico de drogas e lavagem de capitais que operava entre os dois estados.
Infiltração e deboche
O principal investigado é um homem de 43 anos de idade, integrante da Guarda Civil Municipal no Pará. Conforme as investigações, ele é uma liderança da facção Família Terror do Amapá (FTA) e o maior fornecedor de drogas para o estado amapaense.
Ainda conforme levantamentos policiais, o alvo demonstrava total desdém pelas instituições, debochando abertamente do fato de ter conseguido ingressar em uma força de segurança pública, mesmo sendo um expoente do crime organizado, utilizando sua posição como escudo para as atividades ilícitas.
Números da Operação
A Justiça deferiu um expressivo volume de medidas judiciais, cumpridas simultaneamente pelas equipes em oito estados: Amapá, Pará, Roraima, Ceará, Rio Grande do Norte, São Paulo, Minas Gerais e Paraná; são 54 mandados de prisão preventiva; 64 mandados de busca e apreensão; dez suspensões de atividades de pessoas jurídicas (empresas de fachada); ordens de sequestro de bens móveis e imóveis, incluindo veículos blindados e imóveis de alto padrão, além de bloqueio de ativos financeiros.
Esquema
O grupo enviava cocaína e crack do Pará para o Amapá e utilizava uma rede de ‘laranjas’ e empresas de fachada para lavar o dinheiro. O esquema contava com depósitos fracionados para evitar a detecção pelos órgãos de controle financeiro.
Justificativa do Nome
O nome Abadom, termo de origem hebraica que significa destruição ou abismo, foi escolhido para simbolizar a derrocada final do investigado.
Uma coletiva à imprensa está marcada para as 10h30 na sede da Secretaria de Justiça e Segurança Pública, onde o secretário Cezar Vieira; o coordenador de operações da PF, delegado Everton Manso; delegado-geral da PC, Daniel Marsili; e o titular da Draco, delegado Estefano Santos, irão explanar detalhes da operação.
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