Polícia

Homem é preso acusado de abusar sexualmente de duas passageiras durante voo de Macapá para Brasília

Acusado, que não teve a identidade revelada, teve contra si instaurado Boletim de Ocorrência na 1ª DP de Brasília (Asa Sul), mas vai responder ao processo em liberdade.


Um passageiro do voo da GOL que fazia a rota Belém-Brasília na manhã desta sexta-feira (8), proveniente de Macapá, foi preso ao desembarcar no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek acusado de ter se masturbado e ejaculado em duas mulheres que viajavam ao seu lado. Ele não teve a identidade revelada, mas informações não oficiais dão conta de que ele é de Macapá, enquanto que as vítimas embarcaram em Belém. Todos os envolvidos foram ouvidos pelo delegado plantonista da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) e em seguida o acusado foi liberado para responder ao processo em liberdade.
De acordo com testemunhas, o comandante da aeronave, pertencente à Gol, manteve as portas fechadas para impedir a saída do suspeito. Todos ficaram no avião até a chegada da Polícia Federal. Segundo o advogado das vítimas cerca de meia hora depois da decolagem, às 5h, uma das vítimas, que estava na poltrona do meio, acordou ao sentir que o homem havia pegado sua mão e colocado sobre o órgão sexual dele. “Ela percebeu também que estava molhada na barriga e pernas com o esperma do agressor. A passageira que viajava na janela também acordou e estava com a perna suja”, contou.
Ainda de acordo com o advogado, as duas começaram a gritar e pedir socorro. Ao saber o que havia acontecido, alguns passageiros se revoltaram e alguns chegaram a tentar agredir o homem. A tripulação transferiu as duas para assentos no início da aeronave e o acusado ficou escoltado durante o restante do voo.
Logo após o pouso no Aeroporto JK, as vítimas foram ouvidas por agentes da Polícia Federal (PF), mas, como não havia delegado no local, elas foram encaminhadas para a 1º Delegacia de Polícia do DF (Asa Sul). “Embora a empresa aérea tenha prestado todo auxílio às vítimas, a Polícia Federal e a Polícia Civil são responsáveis por não darem atendimento especializado a elas, que deveriam ter sido encaminhadas a uma delegacia da mulher”, avalia o advogado.

Crime
O defensor também se queixa do fato de as vítimas terem prestado depoimento sem a devida privacidade e respeito à delicadeza da situação. Ele critica também o fato de o exame de corpo de delito não ter sido realizado e questiona a tipicação do ato. No boletim de ocorrência, o caso foi registrado como contravenção de importunação ofensiva ao pudor. Para ele, no entanto, o caso deveria ser enquadrado como crime. “Isso confirma que casos assim não são levados a sério e não recebem a devida importância”, reclampou.
Através de nota, a Gol afirmou que repudia veementemente qualquer manifestação de violência e vai prestar total assistência às vítimas. A empresa aérea disse ainda que está tomando todas as medidas cabíveis para buscar formas de banir definitivamente o passageiro de todos os voos da empresa.


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