Polícia

Investigado por homicídio é morto a tiros 12 dias após deixar Iapen

Indivíduo de 26 anos tinha ligações com facção criminosa e estava fora do presídio para tratamento médico; polícia encontrou munições no bolso da vítima


 

Elen Costa
Da Redação

 

Uma execução brutal assustou moradores do bairro Brasil Novo, na zona norte de Macapá, na noite dessa quarta-feira, 26. Flávio Lucas Pacheco França, 26 anos, o ‘Gordinho’, foi levado de carro a uma área periférica da região, onde foi assassinado com múltiplos disparos em via pública.

 

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) suspeita que o crime tenha sido planejado e que a vítima já estivesse marcada para morrer. Testemunhas relataram ter ouvido uma sequência rápida de tiros, mas a escuridão e a velocidade da ação impediram a identificação do modelo do veículo ou dos executores.

 

A perícia técnica encontrou uma cena violenta. Dezenas de estojos de munição calibre 9 milímetros estavam espalhados ao redor do corpo. Uma única munição de calibre .40 também foi localizada no chão, porém não chegou a ser deflagrada.

 

Um detalhe intrigou os investigadores da DHPP: durante a revista no corpo de Flávio, os agentes encontraram nove munições intactas de calibre 9 milímetros escondidas dentro do bolso de sua calça, indicando que ele andava precavido.

 

Flávio Lucas havia deixado o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) há menos de duas semanas, no dia 14 de agosto. Ele cumpria prisão provisória pelos crimes de roubo e homicídio, ainda sem uma condenação definitiva decretada pela Justiça.

 

A saída do sistema prisional ocorreu por motivos de força maior. Ele recebeu o direito de realizar exames e um tratamento médico urgente devido a complicações de apendicite. De acordo com os registros policiais, Flávio possuía envolvimento direto com a facção criminosa Família Terror do Amapá (FTA).

 

A Polícia Civil agora corre contra o tempo para refazer a rota dos criminosos. A equipe de investigação foca a busca em imagens de câmeras de segurança instaladas numa área conhecida como Mamoeiro. O objetivo é mapear o trajeto do carro utilizado no transporte e na execução da vítima, além de tentar identificar os rostos dos envolvidos. O caso segue sob o comando da DHPP, que tenta juntar as peças do quebra-cabeça dessa execução ligada à guerra de facções no Amapá.

 


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