Polícia

Jovem é executada com tiros na cabeça após ter passos rastreados por criminoso

Juliana Paula Gomes dos Anjos, de 29 anos, foi surpreendida por atirador que invadiu residência, ordenou que testemunhas não saíssem e fugiu levando mochila da vítima; DHPP suspeita de acerto de contas entre facções


 

Elen Costa
Da Redação

 

Um crime brutal com características nítidas de execução sumária chocou os moradores do bairro Nova Colina, na zona norte de Macapá. Na tarde desse domingo, 23, Juliana Paula Gomes dos Anjos, de 29 anos de idade, foi assassinada com múltiplos disparos de arma de fogo à queima-roupa, a maioria deles direcionada à região da cabeça. O homicídio ocorreu no interior de uma residência onde a vítima passava o dia.

 

De acordo com as investigações preliminares lideradas pela Polícia Civil, Juliana havia chegado ao imóvel ainda pela manhã com o objetivo de visitar os familiares de sua ex-namorada. Por volta das 17h20, um homem desconhecido aproximou-se a pé e invadiu a propriedade.

 

Agindo com extrema frieza, o criminoso rendeu os moradores e ordenou que todas as demais pessoas permanecessem trancadas ou recuadas dentro do imóvel, isolando Juliana. Sem dar qualquer chance de defesa, o assassino disparou repetidas vezes contra a jovem. Logo após consumar a execução, ele recolheu a mochila pessoal da vítima e fugiu correndo a pé pelas vias do bairro.

 

Equipes da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) foram acionadas imediatamente para isolar o local e iniciar os levantamentos. O delegado plantonista, Paulo Moraes, não hesitou em classificar a ação como “uma execução muito pesada e cruel”.

 

A principal linha de investigação adotada aponta para o envolvimento de grupos criminosos organizados. O que reforça essa tese é o fato de Juliana morar em outro bairro da capital e ter sido atacada justamente ao descer em uma região periférica que enfrenta conflitos recentes entre facções rivais. Os investigadores suspeitam que os passos da mulher vinham sendo monitorados e que o roubo da mochila teve como objetivo recolher o celular dela para acessar informações ou contatos.

 

Peritos da Polícia Científica realizaram a varredura na cena do crime em busca de cápsulas deflagradas e impressões digitais. Policiais militares realizaram buscas intensas por todo o Nova Colina e bairros vizinhos, porém, até o fechamento desta edição, nenhum suspeito havia sido localizado ou preso.

 

Para que o crime não fique impune, a DHPP faz um apelo à comunidade local. Informações que ajudem a identificar as características do executor, rotas de fuga ou comparsas podem ser repassadas de forma totalmente anônima e sob absoluto sigilo através do telefone (96) 99170-4302.

 


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