Polícia

Jovem preso por tráfico de drogas confessa ter esquartejado idosa no Macapaba I

Yuri Rodrigues Farias, de 23 anos, disse ter como motivação para o crime a vingança pela morte de Raimunda Coutinho Pereira, de 12 anos, encontrada também esquartejada em área de mata do Macapaba.

Compartilhe:

Durante uma ação conjunta com a Polícia Civil na noite desta quarta-feira (01), o Batalhão de Operações Especiais (Bope) prendeu Yuri Rodrigues Farias, de 23 anos, pelo crime de tráfico de drogas. Yuri também é investigado pela Polícia Civil por suspeita de participação em um homicídio ocorrido em 25 de maio de 2020 no Conjunto Habitacional Macapaba I, zona norte da capital.

 

Ao chegar no endereço do investigado, o Bope fez a abordagem de Yuri Farias e durante buscas pelo apartamento os policiais encontraram 83 papelotes de substância supostamente entorpecente. Como ele também era suspeito do homicídio, foi questionado sobre o esquartejamento de Vanilce e confessou ter assassinado a idosa.

A aposentada Vanilce Ester da Silva Coutinho, de 63 anos, foi encontrada esquartejada no interior do apartamento que morava no Habitacional Macapaba, no dia 25 de maio. Na época, a PM informou que um pouco antes do corpo ser encontrado, uma mulher pedia a presença da polícia no mesmo endereço, alegando ter sido furtada. A suspeita é de que a ligação tenha sido feita pela própria vítima, Vanilce, horas antes de ser morta.

“Na tarde de ontem (01) demos início a uma grande Operação envolvendo Delegacia da Mulher e Bope, no Conjunto Macapaba, fundados em diversas denúncias que nós recebemos diariamente sobre crimes que acontecem no local. Durante a Operação acabamos realizando a prisão de dois indivíduos pelo crime de tráfico de drogas, e um deles, ao ser identificado, nós passamos a questionar sobre seu possível envolvimento em outros crimes, aí ele [Yuri] acabou confessando a participação no homicídio da senhora Vanilce. Diante de algumas informações que já dispúnhamos, com as informações que ele repassou e com a presença da Delegacia de Crimes Contra a Mulher, nós cruzamos as informações e verificamos que tudo o que ele falou possui uma base de verdade. Ele foi conduzido ao Ciosp do Pacoval para que fosse apresentado e prestasse esclarecimento sobre o tráfico e o homicídio”, explicou major Kleber, comandante do Bope, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (2).

 

A neta de Vanilce, a criança Raimunda Coutinho Pereira, de 12 anos, também foi esquartejada e teve o corpo encontrado em área de mata do Macapaba no dia 30 de abril deste ano. De acordo com a delegada Marina Guimarães, os crimes têm conexão, mas um é investigado pela Delegacia de Crimes Contra a Criança e Adolescente (DERCCA) e outro pela Delegacia de Crimes Contra a Mulher (DCCM).

“Na abordagem, o senhor Yuri confessou ter sido responsável pela morte de Vanilce, ele disse que a motivação foi a vingança pela morte da menina. Entretanto, ainda existem mais coisas para se levantar, investigar. A gente não pode pegar o interrogatório dele e considerar tudo verdade, pode ser que exista outra motivação. O crime da criança não está mais com a gente (DCCM), foi para a DERCCA, é uma investigação de crime contra criança. Está sendo feita pelo delegado Sávio, ele tem uma linha diferente da nossa, pois são homicídios diferentes, embora tenham conexão. A gente vai continuar o inquérito para investigar, existem mais pessoas envolvidas e a gente vai chegar”, detalhou a delegada Marina Guimarães, responsável pelo inquérito do homicídio da idosa.

 

Segundo Marina, o suspeito se limitou a dar detalhes dos acontecimentos no dia do crime.

 

“Ele se limitou a dizer que viu a senhora Vanilce chegando no residencial, e como ele estava com outro colega lá, os dois ‘entraram na onda’ e disseram que iam matá-la. Ele não deu informações específicas, mas existem outros envolvidos. De acordo com Yuri, foi ele e uma outra pessoa, mas a gente sabe que existem outras envolvidas. Inclusive nós temos materialidade, foram feitas perícias, tudo tá sendo feito da melhor maneira possível pra gente  chegar a todos. Ele utilizou de faca e terçado, ele e o outro colega. Eles têm a convicção de que foi a avó que matou a criança, então disseram que isso foi feito por vingança. Pode existir outra motivação para isso e é primordial que a gente continue investigando”, complementou a delegada.

 

Titular da DCCM, a delegada Sandra Dantas diz que a perícia confirma requintes de crueldade no homicídio de Vanilce e não existem dúvidas sobre a participação do suspeito preso.

“Segundo o Yuri, tanto na questão do homicídio quanto no tráfico, ele foi bem firme ao afirmar que fez. Temos certeza que ele participou do crime, sim, pela frieza, pelo requinte de detalhes que ele explicou sobre o cometimento do crime, e as denúncias anônimas que recebemos estavam muito ligadas à pessoa dele e outras pessoas”, finalizou Sandra Dantas.

Texto: Railana Pantoja
Reportagem e fotos: Jair Zemberg

 
Compartilhe:

Tópicos:  

Deixe seu comentário:




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *