Polícia

Juiz acata denúncia contra mulher que atropelou e matou Rubivar Júnior

Atropelamento ocorreu na noite de 29 de setembro deste ano no bairro Renascer. Bicicleta de Rubivar Júnior, de 28 anos, foi atingida por um carro dirigido por Eliza Alves, de 34 anos, que estava embriagada.

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Elden Carlos – Editor

 

O juiz Matias Pires Neto, da 5ª Vara Criminal de Macapá, acatou nesta sexta-feira (06) a denúncia ofertada no dia 15 de novembro deste ano pelo promotor de Justiça Vinicius Mendonça Carvalho, da 5ª Promotoria de Justiça Criminal da Comarca de Macapá, contra a técnica em enfermagem Eliza Alves Lima, de 34 anos, pelos crimes de homicídio culposo e omissão de socorro ao fugir do local do acidente que deixou morto o acadêmico do curso de administração de empresas, Rubivar da Silva Nobre Júnior, de 28 anos.

“Recebo a denúncia por atender às formalidades do art. 41 do CPP, bem como percebo que os elementos de informação colhidos na fase inquisitorial trazem a prova da materialidade e indícios suficientes de autoria capazes de iniciar a persecução penal. Os documentos e os depoimentos juntados no Inquérito Policial trazem o mínimo de provas que a lei exige para se iniciar a ação penal em desfavor da acusada. Cite-se a denunciada, na forma do art. 396 do CPP, para responder à acusação no prazo de 10 dias”, diz o magistrado em seu despacho.


O promotor também havia representado pelo pedido de suspensão da CNH da técnica em enfermagem, mas o magistrado declarou que tratará do pedido durante a audiência de instrução, ainda sem data marcada.
“Quanto ao pedido de suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), deixo para analisá-lo quando da audiência de instrução e julgamento”, afirma.

 

O caso

Rubivar Júnior foi atropelado e morto na noite de 29 de setembro deste ano por um carro dirigido pela técnica em enfermagem Eliza Alves Lima, de 34 anos. O atropelamento ocorreu por volta de 21h na rua Socialismo, bairro Renascer, zona norte de Macapá. Segundo Rubivar Nobre, de 55 anos, seu filho havia saído para comprar lanche e foi atropelado pela motorista que estaria embriagada.


“Meu filho estava de bicicleta e acompanhado por outros dois amigos. Eles também estavam em bikes. O Júnior estava parado próximo á lanchonete quando essa criminosa surgiu em alta velocidade e pegou ele por trás, sem chance alguma de defesa. A perícia mostrou que ela ainda prosseguiu por cerca de 40 metros, desceu do automóvel e fugiu. Ela estava embriagada. Meu filho morreu na hora. Recebei um telefonema relatando o acidente e quando cheguei encontrei meu garoto já sem vida, no chão. Você não tem ideia do que foi aquela cena e a dor que passamos a carregar em nossos peitos. Ela matou meu filho, sepultou seus sonhos e acabou com as nossas vidas também”, desabafou o pai.

Em seu depoimento à polícia a motorista confirmou que havia bebido. O laudo de exame de corpo de delito (necroscópico) atestou as graves lesões corporais sofridas e apontou como causa da morte a hemorragia cerebral.

 
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