Juíza do TRE acata pedido da PF e manda derrubar perfis da milícia digital
Polícia Federal informou que os perfis listados estavam inseridos em rede de desinformação com fins eleitorais

Acatando pedido da Polícia Federal (PF), a juíza Paola Julien, do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), determinou a suspensão de vários perfis em redes sociais de investigados por produção e disseminação de mentiras (fake news) com finalidade eleitoral.
Paola Julien foi quem autorizou a deflagração da operação Palanque Digital, na qual a Polícia Federal investiga a existência de uma organização criminosa criada para atacar adversários e promover o ex-prefeito Antônio Furlan (PSD) com dinheiro da Prefeitura Municipal de Macapá. O caso motivou uma operação na terça-feira 26, batizada de Palanque Digital.
O processo corre em segredo de justiça, mas foi possível apurar que a Polícia Federal sustentou que os perfis estavam inseridos em uma grande estrutura de desinformação, e que os argumentos foram acatados pela juíza.
Na decisão, Paola Julien aponta a existência de indícios de uma atuação coordenada com o objetivo de interferir no processo eleitoral, e que as publicações extrapolam o campo da crítica política, avançando para a disseminação de conteúdos distorcidos e falsos.
Entre perfis com determinação para suspensão estão páginas no Facebook e no Instagram que atingem Fuleirão, Ispia Amapá, Bambam News, Me Solta Amapá, Fabuloso Som. As interrupções devem ocorrer imediatamente, acompanhada com determinação para que não sejam criados novos perfis dos atingidos pela medida.
A juíza ainda autorizou a quebra do sigilo bancário e fiscal de empresas e pessoas físicas dos investigados, buscando rastrar a origem e o destino do dinheiro utilizado.
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