Polícia

Juízes e policiais estavam marcados para morrer

As investigações da Polícia Civil revelam, ainda, esquema para matar policiais e até juízes



 

As investigações da Polícia Civil revelam, ainda, esquema para matar policiais e até juízes. “Conseguimos apurar que uma juíza da Vara de Execuções Penais (VEP), estava na lista de alvos do PCC no Amapá, além de policiais e outras pessoas da sociedade. É importante frisar que existe uma rede de comunicação entre os presídios, e que o traficante Alê, que comanda a facção em nível local, mantinha até mesmo teleconferências com líderes de outros oito estados. Assim, eles se organizam para realizar ações simultâneas”, afirma Pacheco.

A hierarquia do PCC funciona com um ‘Geral do Estado’, que é o líder maior; Geral do Progresso, responsável pela parte financeira da facção; Geral da Rua, que seleciona os ‘soldados’ que executam os crimes, e que são responsáveis por espalhar a filosofia da facção; o Sintonia das Gravatas, que cuida da parte burocrática do grupo, ou seja, é o responsável pelo contato com os advogados em caso de prisões e outras situações correlatas, e o Sintonia Feminina, que é a líder da facção na penitenciária feminina, identifica nas investigações como Rosemary Pérola.

A facção ainda cuida das famílias dos ‘apadrinhados’. Em caso de prisão ou até mesmo morte, o PCC disponibiliza recursos para manter a alimentação, remédios e até aluguel dos familiares desses criminosos que saíram das trincheiras por questões alheias às suas vontades.

A polícia espera identificar outras pessoas a partir da apreensão de documentos e anotações obtidos dentro do Iapen durante a operação deflagrada na terça-feira, 20. As investigações contam com a quebra de sigilo telefônico e bancário dos suspeitos.


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