Polícia

Julgamento dos assassinos de policial penal deve acontecer nesta terça-feira, 16

Clodoaldo foi executado com 20 tiros de pistola em ramal da Ilha Mirim, onde hoje é a rodovia Norte/Sul


 

Elen Costa
Da Redação

 

Está marcada para acontecer nesta terça-feira, 16, no plenário do Tribunal do Júri de Macapá, o julgamento dos acusados de terem assassinado no dia 11 de junho de 2012, o agente penitenciário Clodoaldo Brito Pantoja.

 

A sessão está prevista para iniciar às 8h. Sentam no banco dos réus Wesley Alves da Silva, Wagner João de Oliveira Melonio, Luiz Carlos da Silva Teixeira e Ismael Carlos Landes Nicolau.

 

Clodoaldo, que na época dos fatos tinha 40 anos de idade e ocupava o cargo de chefe de plantão do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), coordenando cerca de 60 agentes, foi executado ao largar o serviço. Foi atingido por 20 tiros de pistola, em um ramal da Ilha Mirim, onde hoje é a rodovia Norte/Sul.

 

O julgamento chegou a ser adiado, pelo menos, duas vezes, por falta de testemunhas de defesa e ausência de um dos réus.

 

O inquérito da Polícia Civil e a denúncia do Ministério Público concluíram que o agente foi morto porque costumava agir com rigidez durante as vistorias que realizava nas celas da penitenciária.

 

Ainda segundo as investigações, o trabalho realizado por Clodoaldo dificultava um esquema de tráfico de drogas e armas, além de outros crimes que ocorriam dentro do presídio.

 

“Queremos que a Justiça seja feita e que eles paguem pelo que praticaram. Foi uma covardia o que fizeram com nosso colega de trabalho. É um absurdo que quase 12 anos depois desse crime bárbaro os culpados ainda estejam impunes”, destacou Alex Soares, representante do Sindicato dos Policiais Penais.

 


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